Um gestor de unidade de serviço público vem enfrentando problemas no processo de gerenciamento de materiais e estoques. Os funcionários relatam dificuldades em saber a quantidade de unidades de determinados insumos utilizados em um período e quantas vezes por ano necessitam comprar esse insumo. Assim, a organização acaba por encarar falta total do insumo ou descarte por validade expirada. A análise das possíveis justificativas apontou para o problema de:
- A)incorporação de novos operadores logísticos;
Errada, porque incorporar novos operadores logísticos não resolve a falta de informação sobre consumo, giro e validade dos itens.
- B)redução do capital circulante e custo de operação;
Errada, pois reduzir capital circulante e custo de operação é um objetivo financeiro, não a causa nem a solução direta do problema descrito.
- C)adoção de novas tecnologias e sistemas de informação;
Errada, porque tecnologias e sistemas de informação podem ajudar no controle, mas o enunciado aponta para a análise do estoque em si, não para a adoção de tecnologia como problema central.
- D)formação de parcerias entre empresas de suprimentos;
Errada, já que parcerias com fornecedores podem melhorar o abastecimento, mas não tratam da identificação de itens parados, vencidos ou com baixo giro.
- E)inventário e controle do giro dos produtos desatualizados.
Certa, pois o caso descreve falha no inventário e no controle do giro, gerando falta do insumo e perda por validade expirada.
Gabarito: E
Quando a gestão de estoques começa a falhar, os sintomas aparecem rápido: falta de material em um momento e sobra vencida em outro. Isso costuma indicar que a organização não conhece bem seu consumo, seu ponto de reposição e, principalmente, o giro dos itens. Em outras palavras, está comprando sem enxergar direito a velocidade com que cada insumo entra e sai do estoque. Na administração de materiais, o giro do estoque ajuda a responder perguntas bem práticas: quanto se consome em certo período, quantas vezes o item é reposto no ano e se ele está parado por tempo demais. Se o gestor não acompanha isso, o estoque vira um labirinto, e o resultado pode ser tanto ruptura quanto perda por validade expirada. Por isso, o problema descrito está ligado ao inventário e ao controle do giro dos produtos desatualizados. O enunciado aponta justamente para a dificuldade de medir consumo e frequência de compra, o que é essencial para identificar itens obsoletos, de baixa rotatividade ou com risco de vencimento. A lógica é bem clássica em administração de estoques: controlar entrada, saída, saldo e velocidade de movimentação. Em termos doutrinários, isso conversa com os objetivos do controle de estoques: reduzir faltas, evitar excessos e manter equilíbrio entre disponibilidade e custo. Sem esse controle, o estoque deixa de ser apoio à operação e passa a ser fonte de desperdício. É aquele tipo de problema em que o item some quando você precisa e aparece quando já não serve mais.