Uma organização compra cartuchos de tinta de impressora de um fornecedor por R$ 70,00 a unidade. O consumo anual dos cartuchos é de 200 unidades. O custo para fazer o pedido ao fornecedor é de R$ 12,00 e o custo de posse do estoque é de R$ 3,00 por unidade ao ano. Nessas condições, com base no lote econômico de compra, o tempo entre os pedidos será de:
- A)0,2 ano;
Certa, porque o lote econômico é 40 unidades e, dividido pelo consumo anual de 200, resulta em 0,2 ano entre os pedidos.
- B)0,3 ano;
Errada, porque 0,3 ano não corresponde ao quociente entre o lote econômico calculado e a demanda anual.
- C)0,4 ano;
Errada, porque 0,4 ano seria um intervalo maior do que o obtido pela fórmula do lote econômico.
- D)0,5 ano;
Errada, porque 0,5 ano implicaria pedidos menos frequentes do que o indicado pelo cálculo.
- E)1 ano.
Errada, porque 1 ano significaria pedir só uma vez por ano, o que não bate com o lote econômico encontrado.
Gabarito: A
O lote econômico de compra serve para achar a quantidade ideal de pedido, equilibrando dois custos que vivem brigando: o custo de pedir e o custo de manter estoque. A fórmula clássica é Q* = raiz de (2 x D x S / H), em que D é a demanda anual, S é o custo do pedido e H é o custo de posse por unidade ao ano. Aqui, com D = 200, S = 12 e H = 3, temos Q* = raiz de (2 x 200 x 12 / 3) = raiz de 1600 = 40 unidades. Depois disso, o tempo entre os pedidos é o lote dividido pela demanda anual: 40/200 = 0,2 ano. Ou seja, a empresa faz um pedido a cada um quinto de ano, cerca de 2,4 meses. É aquele tipo de conta que parece assustar, mas no fundo só quer saber: quanto pedir e de quanto em quanto tempo repor.