Uma empresa pública de medicamentos decidiu implementar uma política de gestão de estoques baseada na previsão quantitativa e na classificação ABC dos itens. No entanto, durante a execução do plano, surgiram dúvidas sobre como priorizar medicamentos críticos sem negligenciar o controle de custo. Considerando as ferramentas de previsão e classificação mencionadas, assinale, a seguir, a prática mais adequada para otimizar o planejamento da quantidade de compra.
- A)Implementar compras fixas mensais para todos os medicamentos da classe “A”, “B” e “C”, eliminando a necessidade de análises periódicas de demanda e sazonalidade.
Errada, porque compras fixas para todos os itens ignoram variações de demanda, sazonalidade e a diferença de importância entre os medicamentos.
- B)Adotar a classificação ABC para priorizar medicamentos mais baratos, já que essa estratégia reduz o custo total do estoque, independentemente da demanda e criticidade dos itens.
Errada, porque a classificação ABC não serve para priorizar os itens mais baratos, e sim os mais relevantes em valor, consumo ou criticidade.
- C)Combinar a análise de demanda histórica com a classificação ABC, priorizando medicamentos classificados como “A” (itens de maior valor ou criticidade), e ajustar os níveis de compra de acordo com sua demanda prevista.
Certa, porque une previsão de demanda e classificação ABC para priorizar itens mais importantes e dimensionar melhor as compras.
- D)Concentrar as compras em itens de maior volume (classe “C”), garantindo estoques elevados e reduzindo o risco de desabastecimento, combinado com técnicas de previsão de vendas baseadas na percepção da força de vendas.
Errada, porque concentra recursos nos itens de maior volume e ainda se apoia em percepção da força de vendas, que é menos precisa do que a previsão quantitativa.
Gabarito: C
Quando a empresa quer comprar melhor, ela não pode atirar no escuro. A previsão quantitativa ajuda a estimar a demanda futura com base em histórico, tendência e sazonalidade, enquanto a classificação ABC mostra onde estão os itens que merecem mais atenção, normalmente os de maior valor financeiro ou impacto operacional. Na prática, isso significa que você não trata todo item do estoque do mesmo jeito. Medicamentos classificados como A, por serem mais relevantes para custo ou criticidade, exigem controle mais rigoroso, revisão mais frequente e planejamento de compra mais cuidadoso. Já itens B e C podem receber um tratamento proporcional ao seu peso na operação. O ponto central da questão é juntar as duas ferramentas: previsão de demanda + ABC. Assim, a empresa consegue definir quantidades de compra com base na necessidade real e priorizar os itens que mais pesam no orçamento ou no funcionamento do serviço. Isso evita tanto a falta de medicamento quanto o excesso parado na prateleira. Por isso, o gabarito é a letra C: ela combina análise histórica da demanda com a classificação ABC e ajusta os níveis de compra conforme a previsão. Esse é o caminho mais racional para equilibrar continuidade do atendimento e controle de custos, que é exatamente o jogo de cintura que a gestão de estoques cobra.