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Episódio 7

Como não desistir do concurso (o dia que todo mundo quase jogou a toalha)

com a turma toda

Como não desistir do concurso é a pergunta que ninguém faz nos dias bons. A turma toda fez, no mesmo dia, num grupo de mensagem às onze da noite.

O fundo do poço coletivo

Começou com o Dudu: "acho que eu sou burro pra isso, gente. Erro questão que devia acertar." O Vitão emendou: "tô há três meses e não sinto que avancei nada." A Sandra, exausta do trabalho: "às vezes penso em largar e ter minha vida de volta." Até o Téo, das planilhas, mandou: "travei. Não sei mais o que estudar."

Quatro pessoas, quatro versões da mesma frase: quase desisti hoje.

O que a Bruna respondeu

A Bruna, cinco anos de estrada, demorou pra digitar. Quando veio, veio assim:

"Gente, eu vou contar um segredo que ninguém fala: todo mundo que passou quase desistiu. Várias vezes. Esse sentimento não é sinal de que você não serve. É sinal de que você está no meio do caminho, no pedaço chato, no platô, aquela fase em que você estuda e parece que não anda. Mas anda. Você só não vê de perto.

Olha os números, não o humor. Quantas questões você fez esse mês? Quanto você sabia em janeiro e sabe agora? O humor mente, o número não.

E nos dias ruins, a regra é uma: não zera, reduz. Não vai conseguir três horas hoje? Faz vinte minutos. Manteve a corrente acesa. Desistir mesmo é parar de aparecer.

Por último: lembra do porquê. Por que você começou? Cola isso na parede. Nos dias bons você não precisa. Nos ruins, é o que segura."

A real sobre desistir

Ninguém desistiu naquela noite. No dia seguinte, cada um fez o seu pouquinho. E pouquinho, repetido, é exatamente como se passa em concurso.

Perguntas frequentes

É normal querer desistir do concurso?

Totalmente. Praticamente todo aprovado pensou em desistir várias vezes. A vontade costuma aparecer nos platôs, quando você estuda e ainda não vê resultado. Reconhecer que é passageiro ajuda a não decidir nada no impulso.

Como não desistir nos dias ruins?

Não zere o dia, reduza. Troque três horas por vinte minutos para manter o hábito. Olhe seus números (questões feitas, evolução) em vez do humor, e tenha o seu motivo de começar sempre à vista.

Por que sinto que estudo e não evoluo?

É o platô: o progresso existe, mas não é visível de perto. Quem acompanha métricas em vez de sensações percebe que está avançando. É justamente nessa fase que muita gente desiste, e por isso ela separa quem passa de quem para.

Próximo episódio: Resumo ou questões: o duelo entre o Téo e a Bruna