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F Física

Física

Aula completa para concursos públicos: grandezas, SI, erros, incerteza, mecânica, fluidos, ondas, termodinâmica, eletromagnetismo, circuitos, óptica, física quântica, física nuclear, proteção radiológica, balística forense, instrumentação, metrologia e questões comentadas.

Aula01 / 01
DisciplinaFísica
AtualizadoAbr / 2026
Nesta aula

Sumário

Física em concurso não é coleção de fórmula. É uma linguagem para medir, modelar, prever e justificar tecnicamente um fenômeno. Nesta aula, eu sigo o mapa dos editais recentes: Cebraspe/PF 2025 em Física Forense, Cebraspe/SEDUC-PI 2025 em Física de professor, Inmetro 2024 em metrologia científica e FGV/CPRM 2025 em Física aplicada à instrumentação analítica.

  1. Raio-X dos concursos
    PF, professor, Inmetro, CPRM e a matriz do que mais cai
    p. 04
  2. Grandezas, SI e medição
    SI, VIM, GUM, erros, incerteza, algarismos e propagação
    p. 10
  3. Mecânica e fluidos
    Cinemática, dinâmica, energia, momento, rotação, gravitação, estática e Bernoulli
    p. 20
  4. Ondas e termodinâmica
    MHS, ondas, som, Doppler, ressonância, calor, gases, leis e máquinas térmicas
    p. 36
  5. Eletromagnetismo e óptica
    Campos, potencial, Gauss, Ampère, Faraday, Maxwell, circuitos, espelhos, lentes, difração e interferência
    p. 50
  6. Quântica, nuclear e perícia
    Fótons, fotoelétrico, Compton, de Broglie, Schrödinger, decaimento, dose, blindagem, balística, MEV/EDS e FRX
    p. 66
  7. Revisão e questões
    Mapa mental, checklist de prova, fontes e 10 questões comentadas
    p. 82
Antes de começar

O que você vai aprender

01
Ler edital

Separar Física geral, Física forense, metrologia, instrumentação e ensino de Física sem misturar cargos diferentes.

02
Medir certo

Aplicar SI, unidades derivadas, análise dimensional, erro, incerteza, propagação, calibração e rastreabilidade.

03
Modelar sistemas

Resolver cinemática, dinâmica, energia, momento, rotação, gravitação, fluidos, ondas e termodinâmica com raciocínio físico.

04
Dominar campos

Entender eletrostática, magnetostática, indução, Maxwell, circuitos, corrente contínua e alternada.

05
Avançar sem pânico

Organizar óptica, quântica, nuclear, radiação, dose e blindagem em blocos cobráveis.

06
Aplicar à perícia

Conectar balística, resíduos de tiro, MEV/EDS, FRX, difração de raios X e cadeia técnica de laudo.

Dica do Fuffu

A prova costuma esconder o caminho em unidades. Antes de tentar a fórmula mais bonita da apostila, faça uma pergunta humilde: qual grandeza eu tenho e qual grandeza a banca quer? Metade da Física de concurso abre a porta por aí.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

1 O que mais cai em Física

O mapa recente tem quatro frentes. A primeira é a Física geral clássica: mecânica, fluidos, ondas, termodinâmica, eletromagnetismo e óptica. Ela aparece tanto em professor quanto em perícia, só muda a profundidade. A segunda é a frente metrológica: grandezas, unidades, erro, incerteza, calibração, rastreabilidade, ensaio e qualidade laboratorial. Essa parte aparece com força no Inmetro e conversa diretamente com prova de perito, porque laudo sem incerteza é opinião com jaleco.

A terceira frente é a Física moderna: quântica, nuclear, radiação, decaimento, dose, blindagem, interação da radiação com a matéria e efeitos biológicos. O edital da PF 2025 para Física Forense cobrou esse bloco de modo explícito. A quarta frente é aplicada: balística forense, resíduos de tiro por MEV/EDS, fluorescência de raios X, difração de raios X, microscopia, instrumentação analítica e análise de dados. É aqui que a Física vira prova material.

Fonte recenteConteúdos centraisPrioridade
Cebraspe - PF 2025Grandezas, erros, mecânica, fluidos, ondas, termodinâmica, eletromagnetismo, óptica, quântica, nuclear, balística, MEV/EDS, FRX, Lei nº 10.826/2003 e Decretos nº 10.030/2019 e nº 10.711/2021.Altíssima
Cebraspe - SEDUC-PI 2025História da Física, mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, ondulatória, óptica geométrica, óptica física, ensino de Física, laboratório e BNCC.Alta
Inmetro 2024Metrologia geral, científica, industrial e legal, rastreabilidade, calibração, ensaio, materiais de referência, unidades, eletricidade, magnetismo, acústica, vibração, tempo, frequência, radiação e fotometria.Alta
FGV - CPRM 2025Física aplicada, instrumentação analítica, análise de dados, rotinas laboratoriais, desenvolvimento de metodologia, relatórios técnicos, normas de fabricantes e suporte a geociências.Alta

Alerta do Examinador

O edital da PF 2025 não parou em Física geral. Ele colocou balística, MEV/EDS, FRX, legislação de armas e munições. Então a aula não pode ser só vestibular com gravata: precisa chegar na prova pericial.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 01

1.1 A base que segura a aula

Para conteúdo científico, a doutrina técnica é o conjunto de teorias, modelos, padrões e referências aceitas pela comunidade científica e pelos órgãos reguladores. Para mecânica, Newton é o eixo operacional de concurso; Lagrange e Hamilton ajudam a entender formulações mais gerais, mas raramente são cobrados de forma direta. Para eletromagnetismo, Maxwell organiza a leitura moderna de campos. Para quântica, Planck, Einstein, Bohr, de Broglie, Schrödinger e Born aparecem como marcos conceituais.

Para medição, as referências de prova são o SI do BIPM, o VIM do JCGM e o GUM. O BIPM registra a 9ª edição do SI, atualizada em 2025, com a definição do sistema por constantes físicas. O JCGM 200:2012 organiza o vocabulário internacional de metrologia. O JCGM 100:2008 estabelece regras gerais para avaliar e expressar incerteza de medição. Para proteção radiológica, a CNEN atualizou a Norma NN 3.01 em 2024/2025, tratando requisitos básicos de radioproteção e segurança radiológica.

REFERÊNCIAS TÉCNICAS

Base usada nesta aula: editais Cebraspe/PF 2025, Cebraspe/SEDUC-PI 2025, Inmetro 2024, FGV/CPRM 2025, SI/BIPM, VIM/JCGM, GUM/JCGM, normas CNEN de proteção radiológica e legislação federal sobre armas, munições e cadastro balístico.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Quando uma questão fala em valor medido, incerteza, calibração ou rastreabilidade, ela está chamando metrologia. Não responda com intuição de laboratório escolar. Responda com vocabulário técnico.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

2 Grandeza, unidade e dimensão

Grandeza física é propriedade que pode ser expressa quantitativamente por número e referência. Comprimento, massa, tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de substância e intensidade luminosa são grandezas de base no SI. Velocidade, força, energia, pressão, carga elétrica, dose absorvida e atividade radioativa são grandezas derivadas.

Unidade é o padrão convencional usado para expressar a grandeza. Dimensão mostra a composição física da grandeza em termos fundamentais. Velocidade tem dimensão L T-1; aceleração, L T-2; força, M L T-2; energia, M L2 T-2; pressão, M L-1 T-2. A análise dimensional é um detector de bobagem: se o resultado de uma energia sai em kg/s, alguma coisa saiu do trilho.

GrandezaUnidade SIDimensãoOnde cai
Forçanewton (N)M L T-2Dinâmica, torque, colisões, balística.
Energiajoule (J)M L2 T-2Trabalho, calor, fóton, dose, conservação.
Potênciawatt (W)M L2 T-3Máquinas, circuitos, radiação, equipamentos.
Cargacoulomb (C)I TCampo elétrico, corrente, capacitores.
Dose absorvidagray (Gy)L2 T-2Radiação ionizante e proteção radiológica.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Kelvin não leva grau. Escreva 300 K, não 300 °K. Celsius leva grau: 27 °C. Parece frescura de tipografia, mas é padrão técnico.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 02

2.1 Erro não é incerteza

Erro de medição é a diferença entre valor medido e valor de referência. O problema é que, em situação real, o valor verdadeiro quase nunca é conhecido exatamente. Por isso a metrologia moderna trabalha com incerteza de medição, que expressa a dispersão dos valores atribuíveis ao mensurando. Em linguagem de prova: erro aponta desvio; incerteza quantifica dúvida.

O GUM organiza a avaliação da incerteza por componentes tipo A e tipo B. Tipo A vem de análise estatística de observações repetidas. Tipo B vem de outras fontes: certificado de calibração, resolução do instrumento, especificação do fabricante, experiência anterior, deriva e condições ambientais. A incerteza combinada reúne componentes; a expandida multiplica pela cobertura k, frequentemente próxima de 2 para nível de confiança próximo de 95% quando as hipóteses estatísticas permitem.

TermoSentido técnicoComo a banca distorce
PrecisãoGrau de concordância entre medições repetidas.Usa como sinônimo de exatidão.
ExatidãoGrau de concordância com valor de referência.Diz que basta baixa dispersão para ser exato.
ResoluçãoMenor variação perceptível no instrumento.Confunde com incerteza total.
CalibraçãoRelaciona indicação do instrumento a padrões.Diz que calibração é ajuste obrigatório.
RastreabilidadeCadeia documentada de calibrações até referência.Trata como simples histórico do equipamento.

Em medida indireta, você calcula uma grandeza a partir de outras. Densidade é massa dividida por volume; velocidade média é deslocamento dividido por tempo; energia cinética é metade da massa vezes o quadrado da velocidade. Para produto, divisão e potência, a intuição cobrada é a relativa: se uma grandeza é elevada ao quadrado, a contribuição relativa daquela medição dobra. Em energia cinética, pequeno erro de velocidade pesa bastante.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3 Movimento antes de força

Cinemática descreve movimento sem perguntar a causa. As grandezas básicas são posição, deslocamento, distância percorrida, velocidade média, velocidade instantânea e aceleração. Deslocamento é vetor; distância é escalar. Velocidade média vetorial usa deslocamento por intervalo de tempo; rapidez média usa distância percorrida por intervalo de tempo. A banca explora essa diferença porque ela parece pequena e derruba sem fazer barulho.

No movimento retilíneo uniforme, velocidade é constante e aceleração é zero. No movimento uniformemente variado, aceleração é constante. As equações clássicas só valem nessas condições. Se a aceleração varia, entra cálculo diferencial/integral ou análise gráfica: inclinação do gráfico posição-tempo dá velocidade; inclinação do gráfico velocidade-tempo dá aceleração; área sob velocidade-tempo dá deslocamento.

Movimento no plano exige decomposição. Em lançamento oblíquo sem resistência do ar, a componente horizontal da velocidade é constante e a vertical sofre aceleração gravitacional. O tempo de voo é controlado pelo eixo vertical; o alcance depende de horizontal e vertical. Em movimento circular, velocidade tangencial aponta na tangente e aceleração centrípeta aponta para o centro. Se houver variação de módulo da velocidade, existe também aceleração tangencial.

GráficoInclinaçãoÁreaLeitura de prova
x x tVelocidade.Sem interpretação padrão direta.Reta indica velocidade constante.
v x tAceleração.Deslocamento.Área negativa reduz deslocamento resultante.
a x tVariação da aceleração.Variação de velocidade.Aceleração nula não significa repouso.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3.1 Dinâmica: a causa do movimento

A primeira lei define inércia: em referencial inercial, corpo livre de força resultante permanece em repouso ou movimento retilíneo uniforme. A segunda lei relaciona força resultante e aceleração: soma vetorial das forças = m a, para massa constante. A terceira lei afirma que forças de interação aparecem aos pares, mesma direção, sentidos opostos, mesmo módulo, em corpos diferentes. A última parte é a mais cobrada: ação e reação não se anulam porque atuam em corpos distintos.

Força peso, normal, atrito, tração, força elástica e resistência do ar são personagens recorrentes. Atrito estático ajusta-se até valor máximo; atrito cinético é aproximadamente proporcional à normal. Força elástica segue lei de Hooke dentro do regime elástico: F = - k x. Em plano inclinado, decompor peso em componente paralela e perpendicular ao plano é o caminho mais econômico.

O conceito de referencial inercial merece respeito. Em carro acelerando, elevador, curva ou plataforma girante, aparecem forças fictícias se você insistir em usar referencial não inercial como se fosse inercial. A prova básica evita isso; a prova avançada pode cobrar sensação de peso aparente, normal em elevador e força centrífuga como artefato de referencial.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Normal não é sempre igual ao peso. Em elevador acelerado, curva, plano inclinado ou superfície com força extra, a normal muda. Se a alternativa disser normal é reação ao peso, desconfie: o par de reação do peso é a força gravitacional que o corpo exerce sobre a Terra.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3.2 Conservações que resolvem prova

Trabalho é transferência de energia por força ao longo de deslocamento. Para força constante, W = F d cosθ. Se a força é variável, o trabalho é área sob o gráfico força x deslocamento. Energia cinética é m v2/2. Energia potencial gravitacional perto da superfície é m g h; em gravitação universal, U = - G M m/r. Energia potencial elástica é k x2/2.

O teorema trabalho-energia diz que o trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética. Quando só forças conservativas realizam trabalho, energia mecânica conserva. Quando entram atrito e resistência, parte da energia mecânica vira energia interna, calor e deformação. Potência é taxa de realização de trabalho ou taxa de transferência de energia: P = W/Δt; em movimento com força paralela à velocidade, P = F v.

Quantidade de movimento linear é p = m v. O impulso é a variação da quantidade de movimento. Em colisões, se o impulso externo no sistema é desprezível, a quantidade de movimento total conserva. Colisão elástica conserva energia cinética; colisão inelástica não conserva; perfeitamente inelástica gruda os corpos. Em perícia, isso conversa com reconstrução de acidentes, impactos e balística terminal, mas sempre com ressalvas sobre deformação, fragmentação e perda de energia.

SituaçãoFerramenta mais limpaPor quê
Sem atritoConservação da energia mecânica.Evita calcular aceleração e tempo.
ColisãoQuantidade de movimento.Forças internas podem ser grandes, mas impulso externo pode ser desprezível.
Força variávelGráfico F x x ou integral.Trabalho é área, não força média chutada.
MáquinaPotência e rendimento.Conecta energia útil, energia fornecida e perdas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 03

3.3 Quando o corpo gira

Movimento de rotação tem grandezas análogas às translacionais: posição angular, velocidade angular, aceleração angular, torque, momento de inércia, momento angular e energia cinética rotacional. Torque é produto vetorial entre braço de alavanca e força; seu módulo é τ = r F senθ. Momento de inércia depende da distribuição de massa, não só da massa total. Por isso um aro e um disco de mesma massa e raio não têm a mesma resposta rotacional.

Equilíbrio estático exige duas condições: soma das forças igual a zero e soma dos torques igual a zero em relação a qualquer ponto. A primeira impede translação; a segunda impede rotação. Questões de alavancas, escadas, vigas, centro de massa e corpos apoiados cobram essas duas condições. Escolher ponto de torque que elimina forças desconhecidas economiza conta e reduz erro.

A gravitação universal de Newton afirma F = G M m/r2. Campo gravitacional é força por unidade de massa. Energia potencial gravitacional entre massas pontuais é negativa e tende a zero no infinito. Em órbita circular, força gravitacional faz papel de centrípeta. Velocidade orbital e período decorrem dessa igualdade. Em concurso, o segredo é não confundir peso com massa: massa mede inércia; peso é força gravitacional.

Dica do Raffinha

Em estática, desenhe o diagrama de forças antes de escrever equação. Sem desenho, a prova vira uma disputa entre sua pressa e a criatividade da banca. A banca costuma vencer.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 04

4 Pressão, empuxo e escoamento

Pressão é força normal por área: p = F/A. Em fluido em repouso, a pressão aumenta com a profundidade: p = p0 + ρ g h. O princípio de Pascal afirma que variação de pressão aplicada a fluido confinado transmite-se integralmente. O princípio de Arquimedes afirma que o empuxo é igual ao peso do fluido deslocado. Corpo flutua quando o peso é equilibrado pelo empuxo; afunda se a densidade média for maior que a do fluido.

A equação da continuidade expressa conservação de massa em escoamento estacionário: A v é constante para fluido incompressível. A equação de Bernoulli relaciona pressão, energia cinética por volume e energia potencial por volume ao longo de uma linha de corrente, quando o escoamento é ideal: p + ρ v2/2 + ρ g h = constante. A banca adora a consequência: em região de maior velocidade, a pressão estática pode ser menor.

Viscosidade, tensão superficial, capilaridade e número de Reynolds aparecem em provas mais técnicas. Fluido ideal não tem viscosidade; fluido real dissipa energia. Escoamento laminar tem camadas ordenadas; turbulento tem flutuações intensas. No laboratório, isso importa em pipetas, bombas, cromatografia, sistemas pneumáticos, peritos analisando respingos e engenheiros medindo vazão.

PrincípioIdeia centralPegadinha comum
PascalPressão transmitida em fluido confinado.Confundir com empuxo.
ArquimedesEmpuxo igual ao peso do fluido deslocado.Achar que depende do peso do corpo, e não do fluido deslocado.
ContinuidadeÁrea menor implica velocidade maior em fluido incompressível.Aplicar sem escoamento estacionário.
BernoulliEnergia mecânica por volume se conserva em escoamento ideal.Usar em fluido viscoso sem perda de carga.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 05

5 Movimento harmônico e propagação

Movimento harmônico simples ocorre quando a força restauradora é proporcional ao deslocamento e tem sentido oposto. Massa-mola e pêndulo simples para pequenos ângulos são exemplos. No MHS, posição, velocidade e aceleração variam senoidalmente; aceleração é proporcional a -x. Energia oscila entre cinética e potencial, mantendo-se constante sem dissipação.

Onda é perturbação que transporta energia e quantidade de movimento, não matéria de forma permanente. Ondas mecânicas precisam de meio; ondas eletromagnéticas propagam-se no vácuo. Ondas transversais têm oscilação perpendicular à propagação; longitudinais, paralela. A relação básica é v = λ f. Frequência é definida pela fonte; velocidade depende do meio; comprimento de onda ajusta-se quando a onda muda de meio.

Interferência resulta da superposição de ondas. Em fase, há reforço; em oposição de fase, cancelamento. Difração é espalhamento ao contornar obstáculos ou passar por aberturas, mais evidente quando o tamanho do obstáculo é comparável ao comprimento de onda. Ressonância ocorre quando a frequência externa coincide com frequência natural, amplificando a resposta. Efeito Doppler é mudança de frequência percebida por movimento relativo entre fonte e observador.

Alerta do Examinador

No efeito Doppler, não memorize só a fórmula. Identifique quem se aproxima, quem se afasta e se o meio importa. Para som, há meio material. Para luz, a abordagem relativística muda o tratamento.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 05

5.1 Acústica de prova

Som é onda mecânica longitudinal em meios materiais. Sua velocidade depende das propriedades do meio: em geral é maior em sólidos, menor em líquidos e menor ainda em gases, embora temperatura e composição alterem o valor. Intensidade sonora é potência por área. O nível sonoro em decibéis usa escala logarítmica: aumento de 10 dB corresponde a aumento de 10 vezes na intensidade, não soma linear.

Altura relaciona-se à frequência; intensidade, à energia transportada; timbre, à composição harmônica. Tubos sonoros e cordas vibrantes cobram modos normais, nós, ventres e harmônicos. Em tubo aberto nas duas extremidades, aparecem todos os harmônicos. Em tubo fechado em uma extremidade, no modelo ideal, aparecem harmônicos ímpares. Em perícia e engenharia, acústica aparece em ruído, vibração, ultrassom, análise espectral e identificação de fontes.

PropriedadeLigação físicaComo cai
AlturaFrequência.Som agudo x grave.
IntensidadePotência por área.Decibel e escala logarítmica.
TimbreForma de onda e harmônicos.Diferenciar instrumentos na mesma nota.
RessonânciaFrequência externa próxima à natural.Amplificação de vibração.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

6 Calor não é temperatura

Temperatura mede o estado térmico relacionado à energia cinética média das partículas. Calor é energia em trânsito por diferença de temperatura. Energia interna é energia microscópica do sistema. Esse trio cai muito porque a linguagem cotidiana bagunça tudo: corpo não tem calor; corpo tem energia interna e temperatura, e troca calor quando há diferença térmica.

A capacidade térmica é C = Q/ΔT; o calor específico é propriedade por massa: Q = m c ΔT. Mudança de fase envolve calor latente: Q = m L, sem variação de temperatura durante a transição ideal. Condução ocorre por contato e gradiente térmico; convecção envolve movimento de fluido; radiação envolve emissão eletromagnética e pode ocorrer no vácuo.

Gás ideal obedece p V = n R T. Transformação isotérmica mantém temperatura; isobárica, pressão; isocórica, volume; adiabática, sem troca de calor. A teoria cinética liga pressão e temperatura ao movimento molecular. Em gases reais, o modelo ideal falha em altas pressões e baixas temperaturas, quando interações moleculares e volume próprio importam.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Em mudança de fase, a temperatura pode ficar constante enquanto o sistema recebe energia. Se a alternativa disser que todo calor recebido aumenta temperatura, ela está simplificando errado.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 06

6.1 Energia, entropia e máquinas

A primeira lei da termodinâmica é conservação da energia aplicada a sistemas térmicos: ΔU = Q - W, na convenção em que W é trabalho realizado pelo sistema. Se o gás expande e realiza trabalho, parte do calor recebido pode virar trabalho e parte alterar energia interna. Em processo cíclico, ΔU total é zero, então o calor líquido recebido iguala o trabalho líquido realizado.

A segunda lei impõe direção aos processos. Não existe máquina térmica que converta integralmente calor de uma única fonte em trabalho sem outro efeito. Entropia mede dispersão de energia e número de microestados compatíveis; em sistema isolado, a entropia não diminui. Ciclo de Carnot dá rendimento máximo ideal entre duas temperaturas: η = 1 - Tfria/Tquente, com temperaturas absolutas em kelvin.

Máquinas térmicas recebem calor de fonte quente, produzem trabalho e rejeitam calor à fonte fria. Refrigeradores e bombas de calor fazem o inverso com gasto de trabalho. A terceira lei liga entropia ao zero absoluto e estabelece limite físico: o zero absoluto não é alcançado por número finito de processos. Em concurso, a segunda lei é o filtro: ela impede milagres energéticos.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Se uma máquina promete 100% de rendimento térmico operando entre duas fontes reais, ela não é revolucionária. Ela está brigando com a segunda lei. E, nessa briga, a segunda lei costuma chegar com a ata registrada.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7 Carga, campo e potencial

Carga elétrica é grandeza quantizada e conservada. A força entre cargas puntiformes é descrita pela lei de Coulomb: módulo proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância. Campo elétrico é força por unidade de carga de prova: E = F/q. Linhas de campo saem de cargas positivas e chegam em negativas. Campo não é desenho: é grandeza vetorial definida em cada ponto.

Potencial elétrico é energia potencial por unidade de carga. Diferença de potencial é trabalho por carga para deslocar carga entre pontos. Campo aponta na direção de maior diminuição do potencial. Essa frase salva muita questão: potencial é escalar, campo é vetor. Superfícies equipotenciais são perpendiculares às linhas de campo em eletrostática.

A lei de Gauss relaciona fluxo do campo elétrico por superfície fechada à carga interna dividida por permissividade do vácuo. Ela é especialmente útil com simetria esférica, cilíndrica ou plana. Condutores em equilíbrio eletrostático têm campo elétrico nulo no interior, carga líquida distribuída na superfície e potencial constante no volume condutor. Capacitores armazenam energia em campo elétrico; no capacitor plano ideal, capacitância cresce com área e permissividade e diminui com distância.

ConceitoNaturezaPegadinha
Campo elétricoVetor.Confundir direção do campo com movimento obrigatório da carga.
PotencialEscalar.Somar como se tivesse direção.
Fluxo elétricoCampo atravessando área orientada.Achar que depende só da área, sem ângulo.
CapacitânciaCarga por diferença de potencial.Confundir com carga armazenada.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7.1 Circuitos sem neblina

Corrente elétrica é fluxo ordenado de carga por unidade de tempo. A corrente convencional tem sentido do potencial maior para o menor no circuito externo, mesmo que elétrons se movam no sentido oposto em metais. Resistência relaciona tensão e corrente pela lei de Ohm em materiais ôhmicos: V = R I. Resistividade depende do material e da temperatura; resistência depende também da geometria.

Em associação em série, a corrente é a mesma e as tensões se somam; resistências somam diretamente. Em paralelo, a tensão é a mesma e as correntes se dividem; condutâncias somam. Potência elétrica pode ser P = V I, P = R I2 ou P = V2/R, conforme a variável conhecida. Energia consumida é potência vezes tempo, e o kWh é unidade de energia, não de potência.

As leis de Kirchhoff são conservação de carga e energia: soma das correntes em nó é zero; soma das diferenças de potencial em malha fechada é zero. Em circuitos RC, capacitor carrega e descarrega exponencialmente, com constante de tempo τ = R C. Em corrente alternada, resistores, capacitores e indutores têm impedâncias; aparecem reatância capacitiva, reatância indutiva, fase e potência média.

Dica do Fuffu

Se a questão disser que aumentar a resistência sempre aumenta a potência dissipada, pare. Em tensão fixa, P = V2/R diminui. Em corrente fixa, P = R I2 aumenta. A condição importa.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 07

7.2 Campo magnético e Faraday

Cargas em movimento e correntes produzem campos magnéticos. A força magnética sobre carga em movimento tem módulo q v B senθ e direção dada pelo produto vetorial. Como é perpendicular à velocidade, a força magnética não realiza trabalho sobre a carga isolada; ela muda direção, não módulo da velocidade. Em campo uniforme perpendicular à velocidade, a trajetória pode ser circular; em componente paralela, helicoidal.

A lei de Biot-Savart e a lei de Ampère calculam campos magnéticos em situações simétricas. Solenoides longos, fios retilíneos e espiras são os favoritos de prova. Materiais diamagnéticos, paramagnéticos e ferromagnéticos respondem de formas diferentes ao campo. Histerese em ferromagnéticos interessa a transformadores, motores e armazenamento magnético.

A indução eletromagnética é descrita pela lei de Faraday: força eletromotriz induzida é proporcional à taxa de variação do fluxo magnético. A lei de Lenz fixa o sentido: a corrente induzida se opõe à variação que a produziu. Geradores, transformadores, freios magnéticos e correntes parasitas dependem disso. As equações de Maxwell consolidam eletricidade e magnetismo: cargas geram campo elétrico, correntes e campos elétricos variáveis geram campo magnético, campos magnéticos variáveis geram campo elétrico, e não há monopolo magnético clássico observado.

Alerta do Examinador

Campo magnético constante não induz corrente por si só. O que importa é variação de fluxo magnético: muda B, muda área, muda ângulo ou muda a parte do circuito exposta.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 08

8 Luz como raio

Óptica geométrica usa o modelo de raios luminosos. Reflexão obedece igualdade entre ângulo de incidência e reflexão, medidos em relação à normal. Refração obedece à lei de Snell: n1 senθ1 = n2 senθ2. Índice de refração é c/v no meio. Ao passar para meio de maior índice, a luz aproxima-se da normal; para menor índice, afasta-se. Reflexão total ocorre quando a luz tenta passar de meio mais refringente para menos refringente com ângulo acima do crítico.

Espelhos planos formam imagem virtual, direita e de mesmo tamanho, simétrica em relação ao plano. Espelhos esféricos exigem convenção de sinais e raios principais. Lentes delgadas seguem a equação 1/f = 1/p + 1/p'. Lente convergente pode formar imagem real ou virtual; lente divergente, para objeto real, forma imagem virtual, direita e menor. Aumento linear liga tamanho da imagem e do objeto.

Instrumentos ópticos cobram olho humano, lupa, microscópio, telescópio, câmera e projetor. Miopia é corrigida por lente divergente; hipermetropia, por lente convergente; astigmatismo, por lente cilíndrica. Em laboratório forense, óptica aparece em microscopia, fotografia pericial, espectroscopia, lasers, filtros e análise de imagens.

SituaçãoImagem típicaAlerta
Espelho planoVirtual, direita, mesmo tamanho.Imagem não se projeta em anteparo.
Lente convergente com objeto além de fReal e invertida.Tamanho depende da posição.
Lente divergenteVirtual, direita, menor.Não converte raio em imagem real de objeto real.
Reflexão totalSem raio refratado propagante.Exige passagem do maior para o menor índice.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 08

8.1 Luz como onda

Óptica física trata da natureza ondulatória da luz. Interferência de dupla fenda mostra franjas claras e escuras por diferença de caminho. Difração aparece quando a luz passa por fendas estreitas ou contorna obstáculos; quanto menor a abertura em relação ao comprimento de onda, mais evidente o espalhamento. Polarização mostra que a luz é onda transversal, com campo elétrico oscilando em direções específicas.

Dispersão é dependência do índice de refração com o comprimento de onda. É por isso que prisma separa cores. A espectroscopia usa interação entre radiação e matéria para identificar composição, estrutura e transições de energia. Em Física aplicada, espectros são assinaturas: linhas de emissão, absorção, fluorescência e espalhamento ajudam a identificar materiais.

Laser fornece luz coerente, monocromática e colimada em alto grau, embora nenhum feixe real seja perfeito. Isso importa em medição, alinhamento, interferometria, leitores, espectroscopia e análise forense. Em prova, laser não é luz mais rápida; no vácuo, toda radiação eletromagnética viaja com a mesma velocidade c.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Frequência da luz não muda ao passar de um meio para outro. Mudam velocidade e comprimento de onda. Se a alternativa disser que a cor muda porque a frequência mudou no vidro, tem cheiro de armadilha.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 09

9 O mínimo bem feito de relatividade

A relatividade restrita parte de dois postulados: as leis da Física são as mesmas em referenciais inerciais e a velocidade da luz no vácuo é a mesma para todos os observadores inerciais. Consequências: dilatação do tempo, contração do comprimento na direção do movimento, relatividade da simultaneidade e equivalência massa-energia. Em concursos de Física geral, costuma cair conceitualmente; em provas técnicas, pode entrar em radiação, aceleradores e partículas.

Energia relativística de repouso é E = m c2. Isso não significa que massa vira energia como mágica; significa que massa é uma forma de energia e que processos nucleares podem liberar energia associada à diferença de massa. Em velocidades muito menores que c, a mecânica newtoniana é excelente aproximação. Em velocidades próximas à luz, ela falha.

A relatividade geral interpreta gravitação como curvatura do espaço-tempo, não força no sentido newtoniano. Para concursos gerais, basta reconhecer marcos: equivalência entre massa inercial e gravitacional, desvio da luz por campos gravitacionais, dilatação gravitacional do tempo e ondas gravitacionais. Não use relatividade para resolver queda livre comum: a banca quer Newton, não uma tese.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Boa Física é escolher o modelo certo para a escala certa. Newton não foi cancelado pela relatividade; ele é limite excelente para velocidades pequenas e campos fracos.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 09

9.1 Fótons, elétrons e probabilidade

A Física quântica nasce quando a Física clássica falha em radiação de corpo negro, efeito fotoelétrico, espectros atômicos e estabilidade da matéria. Planck introduz quantização de energia. Einstein interpreta o efeito fotoelétrico por fótons: luz transfere energia em pacotes E = h f. Aumentar intensidade aumenta número de fótons; aumentar frequência aumenta energia de cada fóton. Há frequência de corte para arrancar elétrons do metal.

O efeito Compton mostra espalhamento de fótons por elétrons com mudança de comprimento de onda, reforçando o momento do fóton. De Broglie propõe dualidade onda-partícula para matéria: λ = h/p. Schrödinger formula equação de onda; Born interpreta o módulo ao quadrado da função de onda como densidade de probabilidade. Heisenberg expressa princípio de incerteza: certos pares, como posição e momento, não têm valores simultaneamente arbitrariamente bem definidos.

Átomos têm níveis de energia quantizados. Transições emitem ou absorvem fótons com energia igual à diferença entre níveis. Isso sustenta espectroscopia, fluorescência de raios X, lasers e técnicas analíticas. A banca não costuma pedir cálculo pesado de mecânica quântica, mas cobra a lógica: frequência, energia, quantização, probabilidade e limites do modelo clássico.

FenômenoIdeia-chaveErro comum
FotoelétricoEnergia do fóton depende da frequência.Achar que intensidade baixa frequência de corte.
ComptonFóton tem momento e espalha por elétron.Tratar como onda clássica pura.
de BroglieMatéria tem comprimento de onda associado.Aplicar sem considerar momento.
IncertezaLimite físico, não falha de instrumento.Reduzir a erro experimental comum.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 10

10 Núcleo, decaimento e meia-vida

O núcleo atômico é formado por prótons e nêutrons. Número atômico Z define o elemento; número de massa A é prótons mais nêutrons; isótopos têm mesmo Z e diferente número de nêutrons. A estabilidade nuclear depende do balanço entre força nuclear forte, repulsão elétrica entre prótons e razões nêutron/próton. Núcleos instáveis sofrem decaimento radioativo.

Decaimento alfa emite núcleo de hélio; beta menos emite elétron e antineutrino com conversão de nêutron em próton; beta mais emite pósitron e neutrino com conversão de próton em nêutron; captura eletrônica absorve elétron orbital; gama é emissão de fóton de alta energia por núcleo excitado. Atividade mede decaimentos por segundo e tem unidade becquerel. Meia-vida é tempo para reduzir à metade a quantidade de núcleos radioativos, estatisticamente.

Fissão divide núcleo pesado em fragmentos, nêutrons e energia; fusão combina núcleos leves, também liberando energia em condições adequadas. Energia nuclear vem de diferença de massa, via E = m c2. Em prova, atenção: radiação alfa tem alto poder ionizante e baixa penetração; beta tem penetração intermediária; gama tem alta penetração e exige blindagens densas ou espessas.

Alerta do Examinador

Meia-vida não depende da quantidade inicial. Depois de uma meia-vida, resta metade; depois de duas, um quarto; depois de três, um oitavo. Não subtraia quantidades iguais em intervalos iguais.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 10

10.1 Dose, blindagem e ALARA

Radiação ionizante tem energia suficiente para ionizar átomos e moléculas. Dose absorvida é energia depositada por massa, medida em gray. Dose equivalente pondera o tipo de radiação por fator de ponderação, medida em sievert. Dose efetiva pondera também a radiossensibilidade dos tecidos. Exposição, kerma, atividade e fluência são grandezas diferentes; a banca gosta de embaralhar nomes.

Proteção radiológica usa três princípios práticos: tempo, distância e blindagem. Reduzir tempo reduz dose; aumentar distância reduz intensidade conforme geometria e lei do inverso do quadrado para fonte puntiforme; blindagem atenua radiação de acordo com material, espessura e energia. O princípio ALARA exige manter exposições tão baixas quanto razoavelmente exequível, considerando fatores técnicos, econômicos e sociais.

Detectores de radiação incluem câmaras de ionização, contadores Geiger-Müller, cintiladores e detectores semicondutores. Cada detector tem faixa, eficiência, resolução energética e limitações. Em contexto pericial e laboratorial, a conclusão precisa informar geometria de medida, calibração, fundo, eficiência, correções e incerteza.

CNEN · NN 3.01

Ideia central: radioproteção combina justificação, otimização e limitação de doses. Para prova, guarde a tríade operacional: tempo, distância e blindagem, sem esquecer que dose efetiva e dose absorvida não são a mesma grandeza.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 11

11 Física do disparo

Balística interna estuda o que ocorre dentro da arma até o projétil sair do cano: ignição da espoleta, queima do propelente, aumento de pressão, aceleração do projétil, raiamento e velocidade de boca. Balística externa estuda a trajetória no ar: gravidade, arrasto, vento, estabilidade giroscópica e queda. Balística terminal estuda interação com o alvo: penetração, deformação, fragmentação, transferência de energia e cavitação.

Energia cinética do projétil é m v2/2. Como a velocidade entra ao quadrado, pequeno aumento de velocidade altera bastante energia. Momento linear, por outro lado, é m v e se conecta ao impulso. A análise pericial não pode concluir poder lesivo só por energia: calibre, forma, construção do projétil, distância, alvo, ângulo, barreiras intermediárias e estabilidade importam.

Raiamento imprime marcas no projétil; percussor, culatra, extrator e ejetor podem marcar estojos. Essas marcas sustentam comparação balística. Resíduos de disparo podem conter partículas características ou indicativas, dependendo da composição da munição e do método de análise. A conclusão deve respeitar cadeia de custódia, método, padrões de comparação e limites de inferência.

RamoObjetoExemplo de prova
InternaDisparo dentro da arma.Pressão, raiamento, velocidade de boca.
ExternaTrajetória no ar.Arrasto, queda, vento, estabilidade.
TerminalInteração com alvo.Penetração, deformação, cavitação.
IdentificadoraMarcas em projétil e estojo.Vínculo entre arma e vestígio.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 11

11.1 Quando Física conversa com Direito Penal

O edital da PF 2025 inclui legislação relacionada a armas de fogo e munições. O núcleo federal é a Lei nº 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento, além do Decreto nº 10.030/2019, que aprova o Regulamento de Produtos Controlados, e do Decreto nº 10.711/2021, que institui o Sistema Nacional de Análise Balística. Para Física Forense, a lei importa porque define objeto, classificação, cadastro, controle e contexto do exame.

Na jurisprudência penal, o STJ consolidou entendimento de que crimes de posse ou porte irregular de arma de fogo e munição são, em regra, de perigo abstrato. O tribunal também reconhece discussões de insignificância em hipóteses excepcionais de munição desacompanhada de arma, conforme circunstâncias concretas. Para aula de Física, o que importa é não confundir duas perguntas: capacidade física de disparo e tipicidade penal. A perícia responde a primeira; o juízo decide a segunda, usando lei e prova.

O Sinab, instituído pelo Decreto nº 10.711/2021, reforça a importância de dados balísticos para subsidiar investigação criminal. Em termos físicos, isso depende de qualidade de imagem, comparação de marcas, padrões de aquisição, banco de dados, repetibilidade, rastreabilidade e preservação de vestígios. Uma base ruim só produz confiança ruim em alta velocidade.

O vilão da aula: Professor de Cursinho

O Professor de Cursinho adora dizer: é só decorar que arma desmuniciada sempre dá crime e acabou. Cuidado. Para prova técnica, separe Física, laudo e Direito. A capacidade de funcionamento, a presença de munição, o estado do artefato e a conclusão jurídica não são a mesma camada.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 12

12 Do fenômeno ao laudo

Microscopia eletrônica de varredura com espectroscopia por energia dispersiva, conhecida como MEV/EDS, combina imagem de alta resolução de superfície com análise elementar por raios X característicos. Em resíduos de disparo, a técnica busca partículas com morfologia e composição compatíveis, observando elementos como chumbo, bário e antimônio em munições tradicionais, sem esquecer que munições sem chumbo e contaminações ambientais exigem interpretação cuidadosa.

Fluorescência de raios X, FRX, identifica elementos pela emissão característica após excitação. Pode ser usada de modo não destrutivo para ligas metálicas, tintas, solos, vidros e outros materiais. Difração de raios X, DRX, investiga estrutura cristalina pela interferência construtiva em planos cristalográficos. Espectroscopia em geral depende de interação radiação-matéria: absorção, emissão, espalhamento ou fluorescência.

A banca cobra a técnica e a limitação. MEV/EDS não conta a história inteira sozinho; FRX identifica elementos, não necessariamente compostos químicos completos; DRX exige cristalinidade; espectros precisam de calibração, padrão, correção de fundo, limite de detecção e incerteza. O laudo bom diz o que o método permite concluir e o que ele não permite.

TécnicaBase físicaUso típicoLimite
MEV/EDSFeixe de elétrons e raios X característicos.Morfologia e elementos em partículas.Interpretação depende de contexto e contaminação.
FRXFluorescência de raios X.Análise elementar não destrutiva.Não identifica sozinho toda espécie química.
DRXDifração em planos cristalinos.Fases cristalinas e estrutura.Materiais amorfos dificultam análise.
Espectroscopia UV-Vis/IRAbsorção molecular.Compostos, bandas e grupos funcionais.Matrizes complexas exigem preparo e validação.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 12

12.1 Resultado sem rastreabilidade é frágil

Laboratório técnico trabalha com procedimento validado, equipamento qualificado, calibração, controle de qualidade, material de referência, branco, padrão, curva analítica, limite de detecção, limite de quantificação, precisão, exatidão, seletividade, robustez e incerteza. Nem todo edital cobra todos esses termos, mas eles aparecem em Inmetro, CPRM, perícia e cargos laboratoriais.

Rastreabilidade metrológica não é só guardar nota fiscal do aparelho. É cadeia ininterrupta e documentada de calibrações, cada uma com incerteza, ligando o resultado a uma referência. Material de referência certificado ajuda a validar método e controlar tendência. Ensaio de proficiência compara desempenho entre laboratórios. Carta de controle acompanha estabilidade do processo analítico.

Em perícia, método científico e cadeia de custódia se encontram. A Física mede; a Criminalística preserva vestígio; o processo penal exige confiabilidade. Um número sem método é pouco; um método sem vestígio preservado também é pouco. A conclusão técnica precisa sobreviver a contraditório, auditoria e repetição.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

O candidato forte não escreve foi detectado como se fosse palavra mágica. Ele pergunta: detectado por qual técnica, com qual limite, com qual incerteza, em qual matriz e com qual controle?

Prof. Affonsinho explica, Módulo 13

13 Professor de Física em concurso

Em concursos de professor, a banca não cobra só resolver conta. Ela cobra história da Física, natureza da ciência, experimentação, ensino investigativo, contextualização, competências da BNCC e articulação entre modelos científicos e aprendizagem. O professor precisa explicar por que o aluno pensa errado antes de mostrar a equação certa.

A BNCC organiza Ciências da Natureza no ensino médio por competências e habilidades que envolvem matéria e energia, vida, Terra, cosmos, tecnologia, investigação, argumentação e tomada de decisão. Em Física, isso se traduz em analisar transformações de energia, avaliar riscos, interpretar tecnologias, compreender radiações, circuitos, máquinas, ondas, clima, astronomia e modelos explicativos.

História da Física ajuda a combater ensino dogmático. Aristóteles, Galileu, Newton, Maxwell, Boltzmann, Planck, Einstein, Bohr, Schrödinger e Heisenberg não são lista para enfeitar aula: mostram que modelos têm domínio de validade, surgem em problemas concretos e mudam quando evidências exigem. A prova de professor gosta dessa visão menos decorativa e mais epistemológica.

Dica do Raffinha

Para prova docente, não responda só como físico calculista. Responda como professor: conceito, obstáculo de aprendizagem, experimento possível, representação gráfica e aplicação social.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 13

13.1 Roteiro operacional

O método bom é quase burocrático, e justamente por isso funciona. Primeiro: leia a pergunta final e identifique a grandeza pedida. Segundo: liste dados com unidades. Terceiro: converta para SI quando necessário. Quarto: desenhe o sistema. Quinto: escolha o modelo e escreva hipóteses. Sexto: aplique conservação, lei ou equação. Sétimo: confira unidade, ordem de grandeza e sinal.

Em prova discursiva, acrescente justificativa. Escreva por que adotou conservação de energia, por que desprezou atrito, por que considerou sistema isolado, por que usou Bernoulli ou por que tratou o gás como ideal. Em prova de perícia, acrescente método, limitação e incerteza. Isso transforma uma resposta numérica em resposta técnica.

O grande perigo é fórmula sem hipótese. Torricelli exige aceleração constante; Bernoulli exige escoamento ideal em linha de corrente; conservação da energia mecânica exige ausência de forças dissipativas ou contabilização delas; lei de Ohm exige comportamento ôhmico; equação de lente delgada exige aproximação paraxial. A banca troca a hipótese e espera você continuar no automático.

Alerta do Examinador

Antes de marcar alternativa, faça a verificação dimensional. Quando uma opção tem unidade errada, ela está confessando o crime. Não ignore uma confissão tão educada.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 14

14 O detalhe que muda a alternativa

Prefixos do SI são atalhos para potências de dez. Quilo é 103, mega 106, giga 109; mili é 10-3, micro 10-6, nano 10-9, pico 10-12. Em prova, trocar micro por mili desloca três ordens de grandeza. Em laboratório, isso pode transformar traço em concentração absurda.

Algarismos significativos comunicam a precisão compatível com a medição. Zeros à esquerda não são significativos; zeros entre dígitos não nulos são; zeros finais podem ser, se estiverem explicitados pela notação. Em soma e subtração, a limitação acompanha casas decimais; em multiplicação e divisão, acompanha quantidade de algarismos significativos. Resultado com muitas casas não é mais científico: pode ser só calculadora falando demais.

Ordem de grandeza é aproximação por potência de dez, útil para checar plausibilidade. Velocidade de carro em rodovia não é 105 m/s; energia de fóton visível está na escala de eV, não de MeV; dose efetiva ocupacional não é tratada como energia total do corpo. Quando a resposta fica fisicamente absurda, volte às unidades.

PrefixoSímboloPotênciaExemplo de cuidado
megaM106MHz não é mHz.
milim10-3mA não é A.
microµ10-6µm é escala microscópica.
nanon10-9nm é escala óptica e molecular.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 14

14.1 Como o fenômeno vira sinal

Instrumentação física transforma grandezas em sinais mensuráveis. Um termopar converte diferença de temperatura em tensão; um strain gauge converte deformação em variação de resistência; um fotodiodo converte luz em corrente; um cintilador converte radiação em luz; um sensor piezoelétrico converte pressão ou aceleração em sinal elétrico. O nome genérico é transdutor.

Um sistema de aquisição tem sensor, condicionamento de sinal, conversão analógico-digital, processamento e armazenamento. Ganho, ruído, largura de banda, resolução, linearidade, histerese, deriva e tempo de resposta definem qualidade da medição. Amostragem precisa obedecer ao critério de Nyquist: para reconstruir sinal sem aliasing, a frequência de amostragem deve ser maior que o dobro da maior frequência presente no sinal, além de filtros adequados.

Em perícia, sensores aparecem em cronógrafos balísticos, acelerômetros, câmeras de alta velocidade, espectrômetros, detectores de radiação e equipamentos de imagem. A banca pode não pedir circuito detalhado, mas quer que você entenda que um número medido é resultado de cadeia instrumental, não de contato mágico com a realidade.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Todo instrumento é uma tradução. Traduções boas têm gramática, limite e sotaque. Em Física, isso se chama resposta, faixa, calibração, ruído e incerteza.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 14

14.2 Espectro eletromagnético

Ondas eletromagnéticas são campos elétrico e magnético variáveis que se propagam. No vácuo, viajam com velocidade c. O espectro inclui rádio, micro-ondas, infravermelho, visível, ultravioleta, raios X e raios gama. A diferença física central é frequência e comprimento de onda, portanto energia do fóton: E = h f. Frequências mais altas têm fótons mais energéticos.

Nem toda radiação é ionizante. Rádio, micro-ondas, infravermelho e visível, em condições comuns, não têm fótons com energia suficiente para ionizar diretamente. Ultravioleta de maior energia, raios X e raios gama podem ionizar. Isso importa em radioproteção, perícia, saúde, telecomunicações e laboratório. A frase radiação faz mal é vaga demais para prova; é preciso tipo, energia, intensidade, tempo, dose, geometria e tecido.

Interação radiação-matéria inclui absorção, emissão, espalhamento Rayleigh, espalhamento Compton, efeito fotoelétrico e produção de pares em altas energias. Em raios X diagnósticos e analíticos, fotoelétrico e Compton são fundamentais. Em FRX, excitação remove elétrons internos e transições eletrônicas emitem raios X característicos, revelando elementos presentes.

Alerta do Examinador

Raios X e raios gama podem ter mesma natureza eletromagnética. A distinção usual é de origem: raios X vêm de processos eletrônicos ou desaceleração; gama vem de transições nucleares.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 14

14.3 Gráfico também é argumento

Dados físicos precisam ser tratados com método. Média resume tendência central; desvio padrão mostra dispersão; erro padrão da média descreve incerteza estatística da média sob hipóteses adequadas. Regressão linear ajusta modelo y = a x + b, mas o coeficiente de determinação não substitui análise física. Resíduo mostra o que o modelo não explicou. Ponto fora da curva não deve ser apagado porque atrapalhou a estética.

Linearização é estratégia comum: se y = k x2, gráfico y contra x2 pode ser linear; se decaimento é exponencial, logaritmo pode transformar a relação em reta. Mas linearizar muda distribuição de erros e exige cuidado. Em laboratório, gráfico deve ter eixos com unidades, barras de incerteza quando pertinentes, escala adequada e interpretação, não só desenho bonito.

Correlação não prova causalidade. Em Física, causalidade vem de modelo, controle experimental e plausibilidade. Um gráfico de temperatura e pressão em gás ideal sob volume constante tem relação física clara; um gráfico qualquer entre duas grandezas medidas simultaneamente pode ser coincidência, variável oculta ou efeito de procedimento.

Dica do Raffinha

Quando a questão mostrar gráfico, leia antes de calcular: eixo, unidade, escala, intercepto, inclinação, área e tendência. Muitas vezes a resposta está no desenho, não na fórmula decorada.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 15

15 Temas que aparecem em professor

Concursos de professor podem cobrar astronomia básica: movimentos da Terra, estações do ano, fases da Lua, eclipses, marés, gravitação e escalas astronômicas. Estações não ocorrem porque a Terra fica muito mais perto ou longe do Sol; ocorrem pela inclinação do eixo terrestre e variação da incidência solar nos hemisférios. Fases da Lua dependem da geometria Sol-Terra-Lua vista da Terra.

Marés decorrem principalmente da diferença de atração gravitacional lunar em partes distintas da Terra, com contribuição solar. Eclipses exigem alinhamento: eclipse solar ocorre quando a Lua fica entre Sol e Terra; lunar, quando a Terra fica entre Sol e Lua. Nem toda Lua nova gera eclipse porque o plano orbital da Lua é inclinado em relação ao plano da órbita terrestre.

Física do cotidiano inclui eficiência energética, chuveiro elétrico, freios, airbags, micro-ondas, indução, lentes, fibra óptica, som, isolamento térmico, radiação solar, painéis fotovoltaicos e motores. Em prova docente, use esses exemplos para articular conceito e contexto, sem sacrificar rigor.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Verão não é Terra mais perto do Sol. Quando é verão no hemisfério sul, é inverno no norte. A explicação correta passa por inclinação do eixo e ângulo de incidência solar.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 15

15.1 O que a banca troca sem avisar

A banca troca peso por massa, calor por temperatura, distância por deslocamento, rapidez por velocidade, intensidade por nível sonoro, potencial por campo, corrente por tensão, erro por incerteza, frequência por velocidade da onda e energia por potência. Essas trocas são pequenas no português comum e enormes na Física.

Outro truque é esconder hipótese. A questão apresenta uma fórmula correta e uma situação em que ela não vale. MRUV sem aceleração constante, Bernoulli com viscosidade forte sem perda de carga, gás ideal em condição extrema, lente delgada fora da aproximação, lei de Ohm em dispositivo não ôhmico, conservação da energia mecânica com atrito ignorado, meia-vida tratada como subtração linear.

Por fim, existe a pegadinha de escala. Uma resposta pode estar matematicamente montada e fisicamente absurda. Velocidade maior que a luz para projétil, temperatura negativa em Celsius tratada como kelvin negativo, dose gigantesca sem fonte compatível, energia de fóton visível em MeV, pressão hidrostática sem densidade. A unidade entrega a fraude.

TrocaCorretoComo memorizar
Massa x pesoMassa é inércia; peso é força.Balança comum estima massa por interação gravitacional.
Calor x temperaturaCalor é energia em trânsito.Corpo não guarda calor como objeto.
Campo x potencialCampo é vetor; potencial é escalar.Campo aponta descida do potencial.
Energia x potênciaPotência é taxa de energia.kWh mede energia; W mede potência.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 16

16 Fórmula com hipótese

Formulário só ajuda quando você sabe a hipótese. Movimento uniforme usa x = x0 + v t. Movimento uniformemente variado usa v = v0 + a t, x = x0 + v0 t + a t2/2 e v2 = v02 + 2 a Δx. Todas dependem de aceleração constante. Em queda livre ideal, a = g e resistência do ar é desprezada.

Dinâmica básica usa soma das forças = m a. Atrito cinético é f = μ N; atrito estático satisfaz f ≤ μe N. Força centrípeta não é nova força: é nome da resultante radial que produz aceleração v2/r. Energia usa W = ΔK, K = m v2/2, Ug = m g h e Uel = k x2/2. Momento usa p = m v e impulso = Δp.

EquaçãoQuando usarQuando desconfiar
v² = v0² + 2aΔxMRUV sem precisar do tempo.Aceleração variável.
ΣF = maReferencial inercial, massa constante.Referencial acelerado sem força fictícia.
Emec conservaForças dissipativas desprezíveis.Atrito relevante sem contabilizar energia térmica.
p total conservaImpulso externo desprezível.Sistema mal escolhido.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 16

16.1 Torque, pressão e vazão

Rotação conversa com translação por analogia, mas não copie sem pensar. Torque é τ = r F senθ. A segunda lei rotacional é Στ = I α. Momento angular é L = I ω para corpo rígido em eixo fixo; energia cinética rotacional é I ω2/2. Se não há torque externo resultante, momento angular conserva. É o mecanismo físico por trás de patinador recolhendo braços e aumentando velocidade angular.

Em fluidos, pressão hidrostática é p = p0 + ρ g h. Empuxo é E = ρfluido g Vdeslocado. Continuidade para fluido incompressível dá A1 v1 = A2 v2. Bernoulli ideal dá p + ρ v²/2 + ρ g h = constante. Cada equação carrega um mundo: repouso, incompressibilidade, regime estacionário, viscosidade desprezível, linha de corrente.

TemaEquação-chaveUnidade de atenção
Torqueτ = rFsenθN·m, mas não é joule nesse contexto.
Pressãop = F/Apascal = N/m².
EmpuxoE = ρgVV é volume deslocado.
VazãoQ = Avm³/s.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 16

16.2 O que não pode misturar

Ondas usam v = λ f. Em corda, velocidade depende de tensão e densidade linear. Em som, velocidade depende do meio. Intensidade sonora decai com área de propagação; para fonte puntiforme ideal, há lei do inverso do quadrado. Nível sonoro em decibel usa logaritmo, por isso duas fontes idênticas não dobram dB: dobram intensidade e aumentam cerca de 3 dB.

Calor sensível usa Q = m c ΔT; calor latente usa Q = m L; condução estacionária em placa plana usa taxa proporcional à área, à condutividade e ao gradiente de temperatura. Gás ideal usa pV = nRT. Primeira lei usa ΔU = Q - W, com convenção explícita. Carnot usa η = 1 - Tf/Tq em kelvin.

EquaçãoPonto decisivoErro típico
v = λfFrequência vem da fonte.Dizer que frequência muda ao passar de meio.
Q = mcΔTSem mudança de fase.Usar durante fusão ou ebulição.
pV = nRTTemperatura em kelvin.Usar Celsius direto.
η CarnotTemperaturas absolutas.Calcular com °C.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 16

16.3 Campo, circuito e indução

Eletrostática começa com Coulomb: F = k |q1q2|/r². Campo de carga puntiforme tem módulo k|q|/r²; potencial tem kq/r. O campo entre placas paralelas ideais é aproximadamente uniforme. Capacitor armazena energia U = C V²/2. Campo elétrico faz trabalho sobre carga; potencial organiza energia por carga.

Circuitos usam V = R I para resistor ôhmico, P = V I para potência, associação série/paralelo e leis de Kirchhoff. Magnetismo usa força magnética q v B senθ e força em fio I L B senθ. Indução usa fem = - dΦ/dt, em que o sinal expressa Lenz. Transformador ideal conserva potência, com razão de tensões proporcional à razão de espiras.

EquaçãoLeitura corretaPegadinha
E = F/qCampo por unidade de carga de prova.Depender da carga de prova no campo externo.
V = RIMaterial ôhmico e temperatura controlada.Aplicar a qualquer componente.
F = qvBsenθForça perpendicular ao movimento.Dizer que altera energia cinética isoladamente.
fem = -dΦ/dtVariação de fluxo induz corrente.Campo constante sempre induzir corrente.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 16

16.4 Luz em duas linguagens

Na óptica geométrica, lei de Snell, equação de espelhos e lentes e aumento linear resolvem a maior parte. Na óptica física, interferência, difração e polarização exigem modelo ondulatório. O mesmo fenômeno luminoso pode pedir linguagem de raio, onda ou fóton. A maturidade é escolher a linguagem adequada ao problema.

Na Física moderna, fóton tem energia E = h f e momento p = h/λ. Fotoelétrico usa Kmax = h f - φ. De Broglie usa λ = h/p. Decaimento radioativo usa N = N0 e-λt e atividade A = λN; meia-vida satisfaz T1/2 = ln2/λ. Dose absorvida é energia por massa; dose equivalente e efetiva incorporam ponderações.

BlocoEquaçãoAlerta
Snelln1senθ1 = n2senθ2Ângulos sempre com a normal.
Lentes1/f = 1/p + 1/p'Convenção de sinais manda no resultado.
FótonE = hfIntensidade não muda energia individual.
Meia-vidaN cai exponencialmente.Não é subtração linear.
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17 Do vestígio à conclusão

Imagine um projétil recolhido em local de crime. A Física aparece na trajetória, na energia, na deformação, no impacto, nas marcas de raiamento, na comparação microscópica, no exame do estojo, na distância de disparo e nos resíduos. A Criminalística aparece na cadeia de custódia, preservação, documentação, lacre, rastreabilidade e laudo. Uma sem a outra deixa a conclusão capenga.

Imagine um vidro quebrado. Física de fratura ajuda a interpretar padrões radiais e concêntricos, sentido provável de impacto, velocidade, energia, sequência de eventos e limitações. Análise elementar por FRX pode comparar fragmentos. Microscopia pode observar bordas, camadas e defeitos. Mas a conclusão deve respeitar variabilidade do material e possibilidade de fontes comuns.

Imagine um incêndio com instalação elétrica. Eletromagnetismo e termodinâmica entram em curto-circuito, efeito Joule, potência dissipada, condução, convecção, radiação, materiais isolantes, fusão de condutores, proteção de circuito e propagação de calor. De novo, a pergunta não é qual fórmula decorei?; é qual modelo explica o vestígio observado?

Alerta do Examinador

Conclusão pericial boa tem verbo moderado. Física raramente autoriza certeza absoluta em cenário complexo. Ela autoriza compatibilidade, incompatibilidade, probabilidade técnica, exclusão e limites claros.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 17

17.1 Como escrever sem perder rigor

Em discursiva, comece definindo o modelo. Depois explique grandezas, unidades e hipóteses. Faça a conta com unidade. Interprete o resultado. Feche com limitação. Essa sequência serve para mecânica, eletricidade, radiação e metrologia. O examinador quer ver domínio físico, não só uma sequência de símbolos.

Evite frases absolutas quando o método não sustenta. O material é idêntico costuma ser pior que as amostras são compatíveis quanto aos elementos majoritários detectados pelo método utilizado. Evite também linguagem vaga: alta energia precisa de valor, unidade e contexto. Energia alta para fóton visível pode ser baixa para raio gama.

Use tabelas quando comparar métodos, enumere hipóteses, indique fonte normativa quando houver, cite incerteza e destaque unidade. Em prova de professor, traduza o mesmo rigor para linguagem didática: fenômeno, modelo, representação, experimento simples e aplicação.

Dica do Fuffu

Resposta boa tem três camadas: conceito, cálculo e interpretação. Se ficar só no cálculo, parece planilha. Se ficar só no conceito, parece discurso bonito. Concurso quer os dois de mãos dadas.

Prof. Affonsinho explica, Módulo 17

17.2 Palavras que parecem iguais e não são

Uma parte grande da Física de concurso é vocabulário técnico. A banca escreve uma frase elegante com palavra deslocada e espera que você aceite por familiaridade. O antídoto é prender cada termo ao seu uso físico: força não é energia, energia não é potência, atividade não é dose, tensão não é corrente, campo não é potencial, exatidão não é precisão.

Em prova pericial, o glossário ganha peso jurídico indireto. Se o laudo usa compatível, não está dizendo idêntico. Se usa detectado, precisa dizer por qual método e limite. Se usa característico, deve separar partícula característica de partícula indicativa. Se usa inconclusivo, não é fracasso automático: pode ser conclusão tecnicamente honesta diante de amostra insuficiente, contaminação ou limitação metodológica.

Par de termosDiferença de provaExemplo de cobrança
Força x energiaForça causa aceleração; energia mede capacidade de realizar trabalho.Força em N; energia em J.
Potência x energiaPotência é taxa de transferência de energia.W é J/s; kWh é energia.
Campo x potencialCampo é vetor; potencial é escalar.Superfícies equipotenciais perpendiculares ao campo.
Atividade x doseAtividade é decaimento por tempo; dose é energia absorvida por massa.Bq não é Gy.
Precisão x exatidãoPrecisão é repetibilidade; exatidão é proximidade ao valor de referência.Medições agrupadas podem estar todas deslocadas.
Compatível x conclusivoCompatibilidade não exclui todas as fontes alternativas.Laudo deve declarar limites da inferência.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 17

17.3 O que a Física entrega ao processo

Em Física Forense, o laudo não substitui o juiz, o delegado ou o promotor. Ele entrega conhecimento técnico sobre vestígios: se a arma funciona, se há compatibilidade balística, se o resíduo é consistente com disparo, se a trajetória é plausível, se a energia estimada é compatível, se a amostra possui determinados elementos, se a radiação medida está acima de fundo e se o método usado sustenta a conclusão.

A Lei nº 10.826/2003 organiza crimes e controles sobre arma de fogo, acessórios e munição. O Decreto nº 10.030/2019 trata de produtos controlados. O Decreto nº 10.711/2021 institui o Sinab. Para o físico/perito, esses atos não transformam a aula em Direito Penal, mas definem contexto do objeto examinado, cadastro, rastreio, comparação balística e relevância institucional do resultado.

O ponto que cai em prova é a fronteira: Física responde funcionamento, energia, trajetória, composição, método e incerteza; Direito responde tipicidade, autoria, materialidade jurídica e consequência processual. Uma conclusão física pode ser essencial para a materialidade, mas precisa ser expressa no limite do método.

CamadaPergunta típicaResposta técnica adequada
FuncionamentoA arma estava apta a disparar?Ensaio, inspeção, munição, mecanismo e limitações.
BalísticaProjétil e estojo são compatíveis com a arma?Comparação de marcas, qualidade do vestígio e grau de conclusão.
ResíduoHá partículas compatíveis com disparo?MEV/EDS, morfologia, composição e contexto.
MaterialAmostras têm composição semelhante?FRX, espectroscopia, padrões, incerteza e limites.
RadiaçãoA fonte oferece risco radiológico?Atividade, dose, tempo, distância, blindagem e norma CNEN.
Revisão visual

Mapa mental

Use esta página como última varredura antes da prova. A ordem não é acidental: medir, modelar, conservar, interpretar e só então concluir.

Física para concursos

Medidas

  • SI, dimensões e unidades
  • VIM, GUM e incerteza
  • Calibração e rastreabilidade

Mecânica

  • Cinemática e vetores
  • Newton, energia e momento
  • Rotação, estática e gravitação

Fluidos e calor

  • Pressão, empuxo e Bernoulli
  • Calor, gases e fases
  • Leis da termodinâmica

Ondas

  • MHS e propagação
  • Som, Doppler e ressonância
  • Interferência e difração

Campos

  • Eletrostática e potencial
  • Circuitos e potência
  • Magnetismo e indução

Moderna e perícia

  • Quântica e nuclear
  • Dose e radioproteção
  • Balística, MEV/EDS e FRX
Antes de marcar

Checklist final

Física pune pressa. Use este checklist para reduzir erro bobo e ganhar ponto em questão longa.

PassoPergunta que você deve fazerPor que importa
1. GrandezaO que a banca quer: força, energia, potência, dose, campo, potencial?Evita escolher fórmula pelo tema errado.
2. UnidadeTodos os dados estão em SI ou unidade coerente?Prefixos e escalas derrubam alternativas.
3. ModeloAs hipóteses da equação valem aqui?Fórmula correta em hipótese errada dá resposta errada.
4. ConservaçãoHá conservação de energia, momento, carga ou momento angular?Economiza conta e organiza raciocínio.
5. SinalO sinal tem interpretação física?Campo, potencial, trabalho e calor dependem de convenção.
6. OrdemO resultado faz sentido na escala do problema?Detecta absurdo antes do gabarito detectar você.
7. IncertezaEm laudo ou laboratório, há método, calibração e incerteza?Transforma número em conclusão técnica.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Quando a alternativa usa sempre, nunca, qualquer ou automaticamente, ela quer que você esqueça hipóteses. Física não gosta de palavra absoluta sem condição.

Fontes e normas

Base de atualização

Esta aula foi montada a partir de fontes oficiais e técnicas atuais: edital Cebraspe/PF 2025 para Perito Criminal Federal - Área 9, edital Cebraspe/SEDUC-PI 2025 para Professor de Física, edital Inmetro 2024, edital FGV/CPRM 2025, SI do BIPM, VIM/JCGM, GUM/JCGM, CNEN NN 3.01, Lei nº 10.826/2003, Decreto nº 10.030/2019 e Decreto nº 10.711/2021.

Em temas científicos, a aula usa a doutrina técnica consolidada da Física clássica, moderna e metrológica: Newton para mecânica, Maxwell para eletromagnetismo, Clausius/Kelvin/Boltzmann para termodinâmica, Planck/Einstein/Bohr/de Broglie/Schrödinger/Born/Heisenberg para quântica, além da estrutura metrológica do BIPM e do JCGM.

Em temas periciais, a abordagem separa o que é conclusão física, conclusão instrumental, conclusão criminalística e conclusão jurídica. Essa separação é essencial porque a prova pode perguntar sobre funcionamento, energia, resíduo, método, cadeia técnica ou tipicidade penal, e cada camada tem padrão próprio.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Acurácia em Física não é decorar cem fórmulas. É saber quando cada fórmula nasceu, em que hipótese ela vive e que tipo de conclusão ela autoriza.

10 questões geradas

Questões comentadas

As questões abaixo são geradas para treino e seguem o padrão de título sem banca nem ano.

Q1

Questão 01 · Comentada

Enunciado. Uma grandeza física derivada tem dimensão M L² T⁻³. No SI, essa dimensão corresponde a:

  1. A) força.
  2. B) energia.
  3. C) potência.
  4. D) pressão.
  5. E) carga elétrica.

Gabarito: C

Prof. Affonsinho comenta

Aqui a unidade entrega o conteúdo.

  • A errada: força tem dimensão M L T⁻².
  • B errada: energia tem dimensão M L² T⁻².
  • C CORRETA: potência é energia por tempo, portanto M L² T⁻³.
  • D errada: pressão é força por área: M L⁻¹ T⁻².
  • E errada: carga elétrica tem dimensão I T.

Tese central: análise dimensional é filtro rápido de alternativa.

Q2

Questão 02 · Comentada

Enunciado. Em metrologia, a incerteza de medição deve ser entendida como:

  1. A) diferença exata entre valor medido e valor verdadeiro conhecido.
  2. B) parâmetro que caracteriza a dispersão dos valores atribuíveis ao mensurando.
  3. C) defeito do instrumento que deve ser eliminado por ajuste.
  4. D) sinônimo de resolução do instrumento.
  5. E) erro grosseiro produzido por imperícia do operador.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

A linguagem é a do VIM/GUM.

  • A errada: isso descreve erro em cenário ideal com referência conhecida.
  • B CORRETA: incerteza expressa dispersão de valores atribuíveis ao mensurando.
  • C errada: incerteza não é simplesmente defeito; existe mesmo em medição controlada.
  • D errada: resolução é só uma componente possível.
  • E errada: erro grosseiro é falha operacional, não conceito metrológico geral.

Tese central: erro, resolução e incerteza não são sinônimos.

Q3

Questão 03 · Comentada

Enunciado. Um corpo está sujeito a duas forças de mesma intensidade e sentidos opostos. Sobre essa situação, é correto afirmar que:

  1. A) o corpo necessariamente está em repouso.
  2. B) a resultante é nula, mas o corpo pode estar em movimento retilíneo uniforme.
  3. C) a aceleração é máxima.
  4. D) as forças formam necessariamente um par de ação e reação.
  5. E) o trabalho total nunca pode ser nulo.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Primeira lei de Newton, sem inventar repouso obrigatório.

  • A errada: resultante nula não obriga repouso; pode haver MRU.
  • B CORRETA: sem resultante, aceleração é nula em referencial inercial.
  • C errada: aceleração resultante é zero.
  • D errada: ação e reação atuam em corpos diferentes.
  • E errada: trabalho total pode ser nulo se não houver variação de energia cinética.

Tese central: força resultante nula significa aceleração nula, não velocidade nula.

Q4

Questão 04 · Comentada

Enunciado. Em um fluido ideal, incompressível e em escoamento estacionário, a equação de Bernoulli indica que:

  1. A) a pressão estática aumenta necessariamente quando a velocidade aumenta no mesmo nível.
  2. B) a soma p + ρv²/2 + ρgh permanece constante ao longo de uma linha de corrente.
  3. C) a viscosidade é o termo dominante da equação.
  4. D) o empuxo independe do fluido deslocado.
  5. E) a vazão sempre diminui em tubo estreito.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

A hipótese ideal está no enunciado.

  • A errada: no mesmo nível, maior velocidade tende a menor pressão estática no modelo ideal.
  • B CORRETA: é a forma usual de Bernoulli por volume.
  • C errada: Bernoulli ideal despreza viscosidade.
  • D errada: isso é Arquimedes, e empuxo depende do fluido deslocado.
  • E errada: em incompressível estacionário, área menor implica velocidade maior se vazão se conserva.

Tese central: Bernoulli é conservação de energia mecânica em fluido ideal.

Q5

Questão 05 · Comentada

Enunciado. Durante a mudança de fase de uma substância pura, em processo ideal à pressão constante, o fornecimento de calor:

  1. A) sempre aumenta a temperatura.
  2. B) pode ocorrer sem variação de temperatura, alterando o estado físico.
  3. C) não altera energia interna.
  4. D) elimina a necessidade de calor latente.
  5. E) só ocorre por radiação.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Calor latente é o coração da questão.

  • A errada: durante mudança de fase ideal, temperatura pode ficar constante.
  • B CORRETA: energia entra como calor latente, mudando fase.
  • C errada: a energia interna muda.
  • D errada: a situação é justamente de calor latente.
  • E errada: calor pode ser transferido por condução, convecção ou radiação.

Tese central: calor e temperatura são conceitos diferentes.

Q6

Questão 06 · Comentada

Enunciado. A lei de Faraday-Lenz permite concluir que uma corrente induzida surge em uma espira quando:

  1. A) há campo magnético constante e fluxo constante.
  2. B) há variação do fluxo magnético através da espira.
  3. C) a espira está em repouso em qualquer campo magnético uniforme.
  4. D) não existe campo elétrico associado.
  5. E) a resistência elétrica da espira é infinita.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Indução pede variação de fluxo.

  • A errada: fluxo constante não induz fem.
  • B CORRETA: Faraday liga fem à taxa de variação do fluxo magnético.
  • C errada: repouso em campo uniforme pode ter fluxo constante.
  • D errada: campo magnético variável induz campo elétrico.
  • E errada: resistência infinita impediria corrente, embora possa haver fem.

Tese central: campo magnético não basta; o fluxo precisa variar.

Q7

Questão 07 · Comentada

Enunciado. No efeito fotoelétrico, aumentar a intensidade de uma luz de frequência inferior à frequência de corte do metal:

  1. A) aumenta a energia de cada fóton e ejeta elétrons.
  2. B) não ejeta elétrons, pois a energia de cada fóton continua insuficiente.
  3. C) reduz a função trabalho do metal.
  4. D) altera a velocidade da luz no vácuo.
  5. E) transforma fótons em elétrons.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

Energia do fóton depende da frequência.

  • A errada: intensidade aumenta número de fótons, não energia individual.
  • B CORRETA: abaixo da frequência de corte, cada fóton não vence a função trabalho.
  • C errada: função trabalho depende do material.
  • D errada: c no vácuo permanece constante.
  • E errada: não há conversão desse tipo.

Tese central: fotoelétrico separa intensidade de frequência.

Q8

Questão 08 · Comentada

Enunciado. A dose absorvida de radiação ionizante é definida, em termos físicos, como:

  1. A) atividade radioativa por unidade de tempo.
  2. B) energia depositada por unidade de massa.
  3. C) número total de fótons emitidos pela fonte.
  4. D) distância entre fonte e detector.
  5. E) corrente elétrica gerada no detector.

Gabarito: B

Prof. Affonsinho comenta

A unidade gray já denuncia: J/kg.

  • A errada: atividade é decaimento por segundo, em becquerel.
  • B CORRETA: dose absorvida é energia depositada por massa.
  • C errada: número de fótons não mede energia absorvida por massa.
  • D errada: distância afeta dose, mas não a define.
  • E errada: corrente pode ser sinal de detector, não definição de dose.

Tese central: gray mede J/kg; sievert incorpora ponderações radiobiológicas.

Q9

Questão 09 · Comentada

Enunciado. Na balística forense, a análise das marcas de raiamento impressas no projétil relaciona-se principalmente à:

  1. A) balística interna e identificadora.
  2. B) óptica geométrica de lentes divergentes.
  3. C) termodinâmica de gases ideais apenas.
  4. D) difração de elétrons em cristais.
  5. E) meia-vida radioativa do chumbo.

Gabarito: A

Prof. Affonsinho comenta

O raiamento atua enquanto o projétil percorre o cano.

  • A CORRETA: as marcas vêm da interação com o cano e servem à comparação identificadora.
  • B errada: óptica pode ajudar a observar, mas não é a origem das marcas.
  • C errada: gases importam no disparo, mas não resumem a identificação.
  • D errada: isso é técnica estrutural, não raiamento balístico.
  • E errada: meia-vida radioativa não define marca de raiamento.

Tese central: marcas em projétil conectam Física do disparo e identificação pericial.

Q10

Questão 10 · Comentada

Enunciado. Sobre MEV/EDS e FRX em análise de materiais, assinale a alternativa correta.

  1. A) MEV/EDS combina imagem por feixe de elétrons com análise elementar por raios X característicos.
  2. B) FRX mede exclusivamente propriedades mecânicas de tração.
  3. C) MEV/EDS não exige interpretação de contexto em resíduos de disparo.
  4. D) FRX identifica sempre a estrutura cristalina completa da amostra.
  5. E) ambas dispensam calibração e controle de qualidade.

Gabarito: A

Prof. Affonsinho comenta

A técnica certa com a limitação certa.

  • A CORRETA: é a descrição física básica da técnica.
  • B errada: FRX é análise elementar por fluorescência de raios X.
  • C errada: resíduos de disparo exigem morfologia, composição e contexto.
  • D errada: estrutura cristalina é típica de DRX, não FRX isoladamente.
  • E errada: métodos instrumentais exigem calibração, controle e incerteza.

Tese central: instrumentação analítica precisa de base física e cautela metrológica.

Aula 01 fechada

Física inteira não cabe em uma fórmula.
Agora você tem o mapa: medir, modelar, calcular, interpretar e defender tecnicamente a conclusão.

furafila · Física · Abr / 2026

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