Arquivologia
Aula completa para concursos públicos: teoria arquivística, gestão documental, protocolo, classificação, avaliação, descrição, preservação, documentos digitais, e-ARQ Brasil, RDC-Arq, LAI, LGPD, legislação arquivística federal e questões comentadas.
Sumário estratégico
Arquivologia é a disciplina em que a banca mistura vocabulário técnico, legislação e tecnologia. O erro comum é estudar como se fosse organização de gaveta. Não é. Arquivo é prova, memória, gestão, acesso, preservação e direito fundamental à informação trabalhando no mesmo balcão.
- p. 04Raio-X dos editaisCebraspe, FGV, cargos de arquivo, tribunal, controle, polícia e ministério público
- p. 10Teoria arquivísticaArquivo, documento, fundo, organicidade, proveniência, ordem original e ciclo vital
- p. 25Gestão documentalProdução, tramitação, protocolo, classificação, avaliação, tabela de temporalidade e destinação
- p. 40Arquivo permanenteArranjo, descrição, NOBRADE, ISAD(G), ISAAR(CPF), ISDF e instrumentos de pesquisa
- p. 52Preservação e tecnologiaConservação, restauração, digitalização, microfilmagem, SIGAD, e-ARQ, RDC-Arq, OAIS e metadados
- p. 64Legislação e acessoLei nº 8.159/1991, Decreto nº 4.073/2002, Decreto nº 10.148/2019, LAI, Decreto nº 7.845/2012, LGPD e jurisprudência
- p. 74Mapa, revisão e questõesChecklist final, pegadinhas, fontes e 10 questões comentadas
O que você vai dominar
Identificar o núcleo que aparece em FGV, Cebraspe e editais de tribunais, polícia, controle e órgãos técnicos.
Separar documento, documento arquivístico, arquivo, coleção, biblioteca, centro de documentação, espécie, tipo, gênero, suporte e formato.
Entender protocolo, classificação, avaliação, tabela de temporalidade, eliminação, recolhimento e guarda permanente.
Aplicar lógica multinível, respeito aos fundos, NOBRADE, ISAD(G), ISAAR(CPF), ISDF e instrumentos de pesquisa.
Distinguir GED, SIGAD, documento digital, digitalizado, nato-digital, e-ARQ Brasil, RDC-Arq, OAIS e metadados.
Usar Lei de Arquivos, normas CONARQ, LAI, LGPD, sigilo, transparência, proteção de dados e precedentes reais.
Dica do Fuffu
Quando a alternativa ficar bonita demais, pergunte: ela respeita proveniência, organicidade, temporalidade e acesso? Se um desses pilares cair, a frase costuma ser armadilha com gravata.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011 O que mais cai em Arquivologia
O edital da FGV - CPRM 2025, área Arquivologia, trouxe um programa praticamente enciclopédico: arquivos, teoria, terminologia, documento, ciclo vital, gestão, protocolo, classificação, tabela de temporalidade, avaliação, arquivo permanente, descrição, NOBRADE, ISAD(G), ISAAR(CPF), instrumentos de pesquisa, preservação, digitalização, e-ARQ Brasil, ICP-Brasil, OAIS, RDC-Arq, Lei nº 8.159/1991, Decreto nº 4.073/2002, Decreto nº 7.845/2012, LAI, LGPD e resoluções do CONARQ.
O Cebraspe reforça o mesmo eixo em provas e editais recentes. A Polícia Federal 2025 colocou Arquivística, princípios, legislação, normas nacionais e internacionais, sistemas e redes, gestão, diagnóstico, protocolo, funções arquivísticas, análise tipológica e políticas de acesso. Em provas de tribunais e controle, aparecem itens sobre teoria das três idades, ISAD(G), ISDF, descarte, classificação de segurança, documentos digitais, microfilmagem e ferramentas como AtoM e Archivematica.
| Fonte recente | Conteúdos recorrentes | Prioridade |
|---|---|---|
| FGV - CPRM 2025 | Programa completo: teoria, gestão, protocolo, avaliação, descrição, preservação, digital, e-ARQ, RDC-Arq, LAI, LGPD e CONARQ. | Altíssima |
| Cebraspe - PF 2025 | Princípios, legislação, normas, sistemas, gestão, diagnóstico, protocolo, funções arquivísticas, tipologia e acesso. | Altíssima |
| Cebraspe - STM 2025 | Tecnologia aplicada, digitalização, microfilmagem, documento digitalizado, arquivos digitais, AtoM, Archivematica e preservação. | Alta |
| Cebraspe - TCE 2025 | Conceitos, três idades, instrumentos de pesquisa, ISAD(G), ISDF, política pública de arquivo e Lei nº 8.159/1991. | Alta |
| Editais de tribunais e MPU | Gestão documental institucional, SIGAD, RDC-Arq, segurança da informação, LAI, LGPD e parecer técnico arquivístico. | Alta |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011.1 O roteiro que economiza tempo
Arquivologia tem uma ordem natural. Primeiro, você entende o que torna um documento arquivístico. Depois, aprende a controlar esse documento nas fases corrente e intermediária. Só então entra no arquivo permanente, na descrição e na preservação de longo prazo. O digital não substitui essa ordem: ele aumenta a exigência de prova, metadados, autenticidade, preservação e acesso.
| Bloco | O que estudar | Erro que reprova |
|---|---|---|
| Teoria | Arquivo, documento, organicidade, proveniência, respeito aos fundos, ordem original, unicidade e cumulatividade. | Tratar arquivo como coleção temática. |
| Gestão | Produção, tramitação, uso, classificação, avaliação, tabela de temporalidade, eliminação e recolhimento. | Achar que gestão documental começa no arquivo permanente. |
| Descrição | Arranjo, descrição multinível, NOBRADE, ISAD(G), ISAAR(CPF), ISDF e instrumentos de pesquisa. | Confundir guia, inventário, catálogo e índice. |
| Preservação | Conservação preventiva, restauração, acondicionamento, microfilmagem, digitalização e preservação digital. | Achar que digitalizar resolve preservação. |
| Legislação | Lei nº 8.159/1991, CONARQ, SINAR, SIGA, LAI, LGPD, Decreto nº 10.278/2020 e Decreto nº 7.845/2012. | Confundir transparência com acesso irrestrito. |
Alerta do Examinador
Quando a banca usa expressão como descarte, eliminação ou recolhimento, ela não está fazendo poesia. Cada termo tem etapa, requisito e consequência. Leia como se fosse comando operacional.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011.2 A frase bonita que derruba
A pegadinha arquivística costuma ter uma estrutura elegante: a alternativa usa uma palavra correta em uma função errada. Diz que inventário é o instrumento mais genérico, que documento permanente serve primordialmente à administração corrente, que digitalização elimina sempre o original, que arquivo é organizado por assunto, ou que acesso público exclui proteção de dados pessoais.
O antídoto é simples e trabalhoso: vincular cada termo a sua função. Protocolo controla recebimento, registro, autuação, tramitação e expedição. Classificação aproxima documento da função/atividade que o gerou. Avaliação define prazos e destinação. Descrição representa o acervo para acesso, preservando contexto. Preservação atua no tempo, não só no suporte.
Pegadinha da Dotôra Soffya
A frase o arquivo permanente organiza documentos por assunto para facilitar a busca parece gentil. Só que é perigosa. O arranjo arquivístico parte do fundo, da proveniência e da ordem original, não de uma prateleira temática montada ao gosto do dia.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011.3 Autores e ideias centrais
Hildegard Schellenberg é referência para valor primário e valor secundário, especialmente na avaliação documental. Hilary Jenkinson aparece quando a prova trata de arquivo como produto natural da atividade administrativa e de custódia. Luciana Duranti é essencial para diplomática contemporânea, autenticidade e documentos digitais. Terry Cook ajuda a entender a virada pós-custodial e a crítica a uma visão passiva de arquivo.
No Brasil, Heloísa Liberalli Bellotto é nome obrigatório em arquivos permanentes, descrição, diplomática e tipologia documental. Marilena Leite Paes aparece em noções gerais, administração de arquivos e ciclo documental. José Maria Jardim é referência em políticas públicas de arquivo, informação governamental e acesso. Renato Tarciso Barbosa de Sousa, Rosely Curi Rondinelli, Daniel Flores e Ana Célia Rodrigues ajudam no eixo gestão, classificação, documento digital, diplomática e preservação digital.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em concurso, doutrina boa não é enfeite. Ela explica por que a norma manda fazer daquele jeito. Quando você entende Schellenberg, a tabela de temporalidade deixa de ser planilha burocrática e vira decisão sobre valor.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022 O que é arquivo
A Lei nº 8.159/1991 define arquivos como conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. A palavra-chave é decorrência: o documento não entra no arquivo porque é bonito, antigo ou interessante. Ele entra porque nasceu ou foi recebido no exercício de uma atividade.
Por isso, arquivo não é sinônimo de depósito. Ele é conjunto orgânico. Há relação entre documentos, funções, competências, processos de trabalho e contexto de produção. A banca adora colocar coleção de documentos reunidos por assunto como se fosse arquivo. Pode até haver coleção documental, mas o arquivo arquivístico nasce da atividade de um produtor.
Dica do Raffinha
Guarde a diferença em uma frase: coleção é reunida por vontade de alguém; arquivo é acumulado pela atividade de alguém. Parece detalhe pequeno, mas banca séria cobra exatamente isso.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.1 Instituições de memória não são iguais
Biblioteca, museu, centro de documentação e arquivo podem conviver na mesma instituição, mas têm lógicas distintas. Biblioteca organiza obras, em geral seriadas ou monográficas, com foco em acesso intelectual ao conteúdo bibliográfico. Museu preserva bens culturais, objetos e testemunhos materiais. Centro de documentação pode reunir cópias e materiais de múltiplas origens sobre determinado tema. Arquivo preserva documentos orgânicos de um produtor.
| Instituição | Unidade típica | Lógica de organização |
|---|---|---|
| Arquivo | Documento arquivístico e fundo | Proveniência, organicidade, função, série, contexto e temporalidade. |
| Biblioteca | Livro, periódico, tese, obra | Classificação bibliográfica, autor, título, assunto e acesso ao conteúdo. |
| Museu | Objeto museológico | Valor cultural, histórico, artístico, científico ou memorial. |
| Centro de documentação | Dossiê, recorte, cópia, coleção temática | Assunto, tema, projeto de pesquisa ou linha de interesse. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.2 Documento que serve de prova
Documento é unidade de registro de informação, independentemente de suporte. Documento arquivístico é o documento produzido ou recebido no curso de uma atividade prática, como instrumento ou resultado dessa atividade, e retido para ação ou referência. Essa noção é central no e-ARQ Brasil e na Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos do CONARQ.
Em linguagem de prova: todo documento arquivístico é documento, mas nem todo documento é documento arquivístico. Uma fotografia comprada em feira pode ser documento; se integra o processo administrativo de fiscalização de obra, recebida e mantida como prova daquela atividade, passa a ter natureza arquivística no contexto em que foi acumulada.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.3 Autenticidade, confiabilidade e integridade
Em documentos arquivísticos, três atributos aparecem o tempo todo. Autenticidade indica que o documento é o que diz ser e está livre de adulteração não autorizada. Confiabilidade relaciona-se à capacidade de o documento representar completa e acuradamente o fato ou ação no momento de sua criação. Integridade diz respeito à completude e não alteração indevida do documento.
No digital, esses atributos ficam mais sensíveis, porque o suporte não carrega sinais físicos óbvios. Por isso, entram metadados, trilhas de auditoria, controle de acesso, assinatura digital, preservação de formatos, logs e cadeia de custódia. A banca gosta de trocar autenticidade por veracidade. Um documento autêntico pode conter informação falsa; ele continua autêntico se é realmente aquele documento, produzido por quem se afirma, no contexto declarado.
Alerta do Examinador
Autenticidade não é sinônimo de verdade material. Uma declaração falsa pode ser autenticamente produzida pelo servidor competente. A prova separa identidade do documento e veracidade do conteúdo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.4 O documento nasce no trabalho
Naturalidade significa que os documentos de arquivo surgem naturalmente no desempenho de atividades, e não por seleção artificial posterior. Organicidade significa que existe vínculo entre documentos, produtor e funções. Um processo administrativo não é pilha de folhas: é sequência documental que materializa atos, decisões, competências e responsabilidades.
A organicidade explica por que separar documentos apenas por assunto pode destruir prova. Se você tira um parecer do processo e o coloca em uma pasta temática de pareceres, talvez encontre rápido o texto, mas perde a conexão com requerimento, despacho, decisão, data, autoridade, competência e efeito. A prova de arquivo vive no contexto.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Alternativa que promete facilitar acesso destruindo contexto deve acender alerta. Em arquivo, acesso bom não é acesso que bagunça a prova. É acesso que preserva contexto e permite recuperação.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.5 Respeito ao produtor
O princípio da proveniência manda conservar juntos os documentos de uma mesma origem, sem misturá-los aos de outro produtor. É a base do respeito aos fundos. Em vez de organizar documentos pela cabeça do arquivista, a organização preserva a origem institucional ou pessoal que produziu e acumulou o conjunto.
Em concurso, a pegadinha vem assim: documentos de vários órgãos sobre licitação devem ser reunidos no mesmo fundo temático. Errado, como regra arquivística. Podem existir instrumentos de pesquisa que permitam recuperação temática, mas o arranjo deve preservar proveniência. O atalho de assunto não pode atropelar a origem.
Dica do Fuffu
Pense em proveniência como sobrenome arquivístico. O documento até fala de assunto parecido, mas pertence a uma família produtora específica.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.6 Fundo não é tema
Fundo é o conjunto de documentos de uma mesma proveniência, produzido e acumulado por entidade, família ou pessoa no exercício de suas atividades. O respeito aos fundos evita mistura de documentos de produtores diferentes. Essa regra é tão importante que a NOBRADE e a ISAD(G) partem dela para a descrição multinível.
Não confunda fundo com coleção. Fundo é orgânico; coleção é reunida por critério artificial, geralmente assunto, interesse ou projeto. Também não confunda fundo com série. Série é subdivisão interna, formada por documentos da mesma função, atividade ou tipo de procedimento dentro do fundo.
| Termo | Ideia central | Exemplo |
|---|---|---|
| Fundo | Conjunto documental de um produtor. | Fundo Ministério X. |
| Série | Conjunto de documentos com mesma função ou forma de produção. | Série processos de contratação. |
| Dossiê/processo | Unidade composta por documentos relacionados a ato ou assunto específico. | Processo de concessão de licença. |
| Item documental | Menor unidade de descrição intelectualmente indivisível. | Ofício, parecer ou fotografia específica. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.7 Preservar a lógica interna
A ordem original recomenda manter ou reconstruir, quando possível, a organização dada pelo produtor no curso de suas atividades. Ela não é culto à bagunça. Se a ordem original expressa funções e procedimentos, preservá-la mantém contexto. Se a ordem foi perdida, o arquivista reconstrói arranjo com base em proveniência, estrutura, funções e evidências.
A banca gosta de uma palavra perigosa: sempre. Não é sempre que a ordem física antiga será mantida literalmente. Arquivos desorganizados, misturados ou danificados podem exigir tratamento técnico. A ideia é respeitar a lógica orgânica, não congelar erro administrativo.
Alerta do Examinador
Ordem original não autoriza manter caos sem análise. Ela protege a lógica de produção e acumulação, desde que essa lógica exista ou possa ser reconstruída tecnicamente.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.8 A tríade que parece abstrata
Unicidade não significa exemplar único no mundo. Significa que o documento é único na relação com seu contexto de produção. Uma cópia juntada a processo pode ter função arquivística diferente da mesma cópia em outro processo. Indivisibilidade ou integridade do fundo indica que os documentos devem ser preservados como conjunto orgânico. Cumulatividade mostra que o arquivo se forma por acumulação progressiva no exercício das atividades.
Essas noções resolvem muitos itens. Se a alternativa trata os documentos como peças isoladas que podem ser reorganizadas livremente, ela provavelmente ignora unicidade e organicidade. Se admite dispersão do fundo sem critério, ignora integridade. Se diz que arquivo é escolhido depois por gosto histórico, ignora cumulatividade.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.9 Terminologia sem neblina
Gênero documental refere-se à configuração da informação segundo signos e linguagem: textual, iconográfico, cartográfico, audiovisual, sonoro, micrográfico, informático ou digital, conforme a classificação adotada. Espécie é a configuração formal do documento, como ata, ofício, relatório, certidão. Tipo documental combina espécie com função ou atividade: ofício de solicitação, relatório de fiscalização, ata de reunião.
Suporte é o material no qual a informação está registrada: papel, filme, disco, meio magnético, meio óptico. Formato pode indicar configuração física ou lógica. Em ambiente digital, cuidado: formato de arquivo, como PDF/A, TIFF ou XML, não é gênero documental sozinho. Ele é parte técnica da representação.
| Conceito | Pergunta que responde | Exemplo |
|---|---|---|
| Gênero | Que linguagem registra a informação? | Textual, iconográfico, cartográfico, audiovisual. |
| Espécie | Qual forma documental? | Ofício, ata, parecer, relatório. |
| Tipo | Qual espécie em qual função? | Parecer jurídico em processo disciplinar. |
| Suporte | Em que material está registrado? | Papel, filme, mídia digital. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022.10 Forma documental + função
A análise tipológica identifica o tipo documental a partir da espécie e da função que o documento cumpre. Bellotto e Ana Célia Rodrigues são referências importantes nesse ponto. A diplomática tradicional observava forma, autenticidade e elementos do documento; a tipologia documental conecta forma e atividade administrativa.
Em prova, análise tipológica ajuda a classificar e avaliar. Um relatório pode ser relatório de inspeção, relatório anual de atividades, relatório médico ou relatório de auditoria. A espécie é parecida, mas o tipo muda porque a função muda. Se a função muda, prazo de guarda e destinação podem mudar também.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Tipologia é o antídoto contra tabela genérica preguiçosa. O documento precisa ser lido dentro da ação que ele executa. Só assim a temporalidade faz sentido.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033 Três idades documentais
A teoria das três idades classifica documentos em correntes, intermediários e permanentes. Documentos correntes são frequentemente consultados e necessários às atividades em andamento. Intermediários têm uso administrativo menos frequente, mas ainda aguardam cumprimento de prazos ou eventual necessidade. Permanentes são preservados por valor histórico, probatório, informativo, cultural ou científico.
Não é a idade cronológica que decide tudo. Um documento recente pode ser permanente desde a origem se possui valor de guarda permanente. Um documento antigo pode ser eliminado se cumpriu prazo e não tem valor secundário. A tabela de temporalidade é o instrumento que operacionaliza essa decisão.
Corrente
- Uso frequente
- Próximo ao produtor
- Apoia ação administrativa
Intermediário
- Uso eventual
- Aguarda prazo
- Reduz custo operacional
Permanente
- Valor secundário
- Memória e prova
- Preservação definitiva
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.1 Schellenberg sem mistério
Para Schellenberg, o valor primário está ligado ao uso do documento pelo próprio produtor: administrativo, legal, fiscal ou operacional. O valor secundário aparece quando o documento tem utilidade para outros fins, especialmente prova, informação, pesquisa, memória e história.
A avaliação documental examina justamente essa passagem. Muitos documentos perdem valor primário após prazos legais e administrativos. Alguns ganham ou preservam valor secundário e devem ser recolhidos ao arquivo permanente. A banca costuma dizer que todo documento permanente perdeu valor administrativo. Cuidado: ele pode não servir mais à rotina, mas continua podendo ter valor probatório e informativo.
| Valor | Foco | Exemplos |
|---|---|---|
| Primário | Uso pelo produtor para cumprir função administrativa, fiscal ou legal. | Processo em andamento, folha de pagamento dentro do prazo, contrato vigente. |
| Secundário | Uso para prova, pesquisa, memória, informação e direitos. | Atos normativos, processos paradigmáticos, documentos de valor histórico. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.2 Definição legal
A Lei nº 8.159/1991 define gestão de documentos como o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando à eliminação ou ao recolhimento para guarda permanente. É uma das definições mais cobradas da disciplina.
Repare no alcance: gestão documental não é apenas guardar. Ela começa na produção, acompanha a tramitação, controla uso, avalia e decide destino. Também não se limita ao papel. A gestão arquivística precisa alcançar documentos digitais e híbridos, com requisitos de autenticidade, metadados, segurança e preservação.
Alerta do Examinador
Se a alternativa disser que gestão documental atua somente após encerramento do processo, está errada. A gestão começa antes do documento nascer, com política, plano de classificação, tabela, sistema e responsabilidades.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.3 Política, responsabilidade e método
Um programa de gestão documental precisa de política formal, responsabilidades definidas, instrumentos técnicos, procedimentos, capacitação, sistema confiável e monitoramento. O e-ARQ Brasil trata a gestão arquivística como conjunto integrado de política, procedimentos e requisitos de sistema, não como compra isolada de software.
A implantação passa por diagnóstico, levantamento de funções e atividades, elaboração ou atualização do plano de classificação, tabela de temporalidade, procedimentos de protocolo, regras de acesso, requisitos de segurança, padrões de digitalização quando houver, plano de preservação e treinamento. Sem isso, a instituição só muda a bagunça de lugar.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.4 Antes de classificar, conhecer
Diagnóstico arquivístico é levantamento técnico da realidade documental: órgãos produtores, estrutura, funções, fluxos, massas acumuladas, suportes, sistemas, prazos, riscos, condições ambientais, pessoal, legislação aplicável e necessidades de acesso. É a radiografia que permite planejar intervenção.
Em concursos, diagnóstico aparece ligado à realidade arquivística brasileira: acúmulo documental, ausência de instrumentos, sistemas sem requisito arquivístico, digitalização sem política, eliminação irregular e preservação precária. A resposta boa não é comprar sistema; é implantar gestão arquivística com base em normas e responsabilidades.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.5 A porta de entrada e saída
Protocolo é o conjunto de operações de recebimento, registro, autuação, classificação inicial, distribuição, controle da tramitação e expedição de documentos. Ele não é mera recepção. O protocolo cria rastreabilidade, comprova prazos, evita perda de documentos e sustenta a segurança jurídica do processo administrativo.
Em ambiente digital, protocolo precisa registrar metadados, controlar acesso, garantir integridade e manter trilhas de auditoria. O número de protocolo não salva documento mal produzido, mas permite acompanhar sua existência e percurso. Sem protocolo confiável, a administração fica refém da memória oral, que é o oposto de prova arquivística.
| Operação | Finalidade | Pegadinha |
|---|---|---|
| Recebimento | Entrada formal do documento. | Não se confunde com arquivamento. |
| Registro | Atribuição de controle e metadados mínimos. | Não substitui classificação arquivística. |
| Distribuição | Envio à unidade competente. | Não decide destinação final. |
| Tramitação | Controle do percurso. | Não é simples movimentação informal. |
| Expedição | Saída formal de documento. | Deve manter prova de envio. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.6 Processo não é pasta solta
Autuação é a formação formal de processo ou dossiê, reunindo documentos relacionados a uma ação, demanda ou procedimento. O processo tem sequência, capa, identificação, interessado, assunto, número e tramitação. A gestão correta evita juntada sem critério, perda de peças, duplicidade e quebra de ordem processual.
No digital, a autuação exige ainda mais disciplina: documentos precisam ser capturados com metadados, vinculados ao processo correto, preservados em formato adequado e submetidos a controles de acesso. A simplicidade aparente do sistema não elimina exigência arquivística. Clique errado também produz passivo documental.
Dica do Raffinha
Quando a prova falar em processo, pense em vínculo. Documento dentro do processo conversa com os demais. Se você remove uma peça sem preservar rastreio, o processo perde coerência.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.7 Classificar é ligar documento à função
Classificação arquivística é a operação que organiza documentos conforme funções, atividades e estrutura do produtor, normalmente por meio de plano ou código de classificação. Ela orienta arquivamento, recuperação, avaliação e aplicação de prazos. Não é a mesma coisa que classificação de segurança da informação, que trata de grau de sigilo.
A classificação por função tende a ser mais estável que a classificação puramente estrutural, porque estruturas administrativas mudam com frequência. Se uma atividade permanece, o plano funcional preserva continuidade. Em órgãos públicos, os instrumentos técnicos de gestão devem dialogar com a função institucional e com normas do Arquivo Nacional e do CONARQ.
Alerta do Examinador
Classificação arquivística e classificação de sigilo são institutos diferentes. A primeira organiza por função e atividade. A segunda restringe acesso por risco à segurança da sociedade ou do Estado, nos termos da LAI e de normas correlatas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.8 O mapa lógico da instituição
Plano de classificação é instrumento que estrutura classes, subclasses e grupos documentais. Código de classificação atribui notação a essas classes, permitindo padronização, busca e aplicação de temporalidade. Ele deve refletir funções e atividades, não preferências pessoais de setor.
O Arquivo Nacional aprovou em 2024, por meio da Portaria AN/MGI nº 174, a versão atualizada dos instrumentos de gestão de documentos relativos às atividades-meio do Poder Executivo federal, em substituição aos instrumentos de 2020. Esse ponto é atual e altamente cobrível: instrumento de 2001, por exemplo, já foi revogado no eixo de atividades-meio federal.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.9 Decidir guarda e destinação
Avaliação documental é a análise dos valores dos documentos para estabelecer prazos de guarda e destinação final. Ela considera valor primário, valor secundário, requisitos legais, fiscais, administrativos, probatórios, informativos e históricos. A avaliação deve ser institucionalizada, documentada e aprovada pela autoridade competente.
Sem avaliação, a instituição cai em dois extremos ruins: guarda tudo para sempre, inviabilizando gestão e acesso, ou elimina irregularmente, destruindo prova e memória. A boa avaliação é técnica, não improviso. Ela se materializa na tabela de temporalidade e destinação.
O vilão da aula
O Concurseiro Aprovado vai dizer que na prática, ninguém olha tabela, basta guardar tudo no drive. É frase de quem passou uma prova e parou no tempo. Arquivo sem avaliação vira aterro digital com risco jurídico.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.10 Prazos e destinação em instrumento único
A tabela de temporalidade e destinação define prazos de guarda nas fases corrente e intermediária e a destinação final: eliminação ou guarda permanente. Ela deve estar vinculada à classificação. Não é lista de documentos antigos; é instrumento de gestão que orienta rotina desde a produção.
Quando a banca fala em destinação, ela quer saber o destino após o cumprimento dos prazos. A destinação pode ser eliminação ou recolhimento ao arquivo permanente. Transferência, por sua vez, é passagem do arquivo corrente ao intermediário. Recolhimento é entrada no permanente.
| Movimento | De onde para onde | Finalidade |
|---|---|---|
| Transferência | Corrente para intermediário | Reduzir uso operacional mantendo guarda por prazo. |
| Recolhimento | Corrente ou intermediário para permanente | Preservação definitiva por valor secundário. |
| Eliminação | Após prazos e autorização | Destruir documentos sem valor permanente. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.11 Comissão não é detalhe
No Poder Executivo federal, o Decreto nº 10.148/2019 institui a Comissão de Coordenação do Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos da administração pública federal e disciplina a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, as Subcomissões de Coordenação do SIGA e o CONARQ. A CPAD é essencial para orientar e realizar o processo de análise, avaliação e seleção de documentos.
Em prova, CPAD costuma aparecer junto de tabela de temporalidade, listagem de eliminação, destinação e responsabilidade. A eliminação documental não é decisão de uma pessoa cansada de ver caixa. Precisa seguir instrumento aprovado, rito e publicidade quando exigida.
Alerta do Examinador
Eliminação sem avaliação e sem rito é risco jurídico. Documento público não desaparece por conveniência de espaço físico ou economia de servidor em nuvem.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.12 Destruição regular, não sumiço
Eliminação é a destruição de documentos que, após avaliação, foram considerados sem valor permanente e cumpriram prazos de guarda. A eliminação exige listagem, aprovação conforme normas aplicáveis e registro. O descarte irregular pode gerar responsabilização e perda de direitos.
Também há uma diferença de linguagem: eliminação é procedimento técnico regular; descarte pode aparecer como sinônimo de destruição após avaliação, mas a banca pode usá-lo de forma genérica. Leia o contexto. O ponto decisivo é sempre a existência de avaliação e autorização.
Dica do Fuffu
Se a alternativa fala em eliminar antes de cumprir prazo ou sem avaliação, marque mentalmente em vermelho. Arquivologia não combina com faxina impulsiva.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033.13 Uso frequente e uso eventual
Arquivo corrente conserva documentos em tramitação ou de consulta frequente. Fica próximo da unidade produtora e sustenta atividades imediatas. Arquivo intermediário conserva documentos que deixaram de ser consultados frequentemente, mas ainda aguardam prazos legais, fiscais, administrativos ou probatórios.
A função do intermediário não é virar limbo. Ele deve reduzir custo e liberar espaço sem perder controle. Por isso, exige transferência formal, guia, localização, prazos definidos e possibilidade de recuperação. Intermediário sem tabela vira depósito com crachá.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044 Guarda definitiva
Arquivo permanente conserva documentos de valor secundário, isto é, valor histórico, probatório, informativo, científico, cultural ou memorial. A função deixa de ser apenas apoio administrativo imediato e passa a envolver direitos, memória institucional, controle social e pesquisa.
Não existe eliminação de documento permanente. A preservação é definitiva, ainda que o acesso possa ser regulado por restrições legais, dados pessoais, sigilo ou condições de conservação. O desafio é equilibrar preservação, descrição e acesso.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Arquivo permanente não é aposentadoria do documento. É outra fase de serviço público: prova, memória e acesso passam a ser o centro da mesa.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.1 Organização do permanente
Arranjo é a organização dos documentos em arquivo permanente conforme proveniência e ordem original, estruturando fundos, grupos, séries, dossiês e itens. Diferentemente da classificação da fase corrente, que orienta gestão e temporalidade, o arranjo busca representar a estrutura orgânica do acervo preservado.
A pegadinha clássica: arranjo por assunto. Pode haver pontos de acesso por assunto em instrumentos de pesquisa, mas o arranjo arquivístico não destrói fundo para criar prateleira temática. A descrição pode multiplicar caminhos de busca sem violar proveniência.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.2 Representar sem arrancar contexto
Descrição arquivística é o processo de identificar, analisar, organizar e registrar informações sobre documentos de arquivo e seus contextos, permitindo controle, localização, compreensão e acesso. Ela não é resumo literário do conteúdo. Ela descreve documento, produtor, contexto, estrutura, condições de acesso e relações.
A descrição em arquivo é multinível: parte do geral para o particular, respeita informação pertinente a cada nível, evita repetição desnecessária e relaciona níveis. Fundo, série, dossiê e item não recebem a mesma descrição como se fossem fichas soltas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.3 Norma geral internacional
A ISAD(G), Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística, é referência para descrição de materiais arquivísticos em sistemas manuais e automatizados. Ela trabalha com áreas e elementos de descrição, orientando a representação multinível e a padronização internacional.
Áreas importantes: identificação, contextualização, conteúdo e estrutura, condições de acesso e uso, fontes relacionadas, notas e controle da descrição. A banca pode perguntar se a ISAD(G) descreve funções. Essa é a função da ISDF, não da ISAD(G). A ISAD(G) descreve documentos arquivísticos.
| Norma | Objeto principal | Como costuma cair |
|---|---|---|
| ISAD(G) | Descrição de documentos arquivísticos. | Áreas, elementos e descrição multinível. |
| ISAAR(CPF) | Registros de autoridade para entidades coletivas, pessoas e famílias. | Produtor, autoridade e contexto. |
| ISDF | Descrição de funções. | Funções associadas à produção e manutenção de arquivos. |
| ISDIAH | Instituições com acervo arquivístico. | Entidade custodiadora e serviços. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.4 Norma brasileira de descrição
A NOBRADE, aprovada no âmbito do CONARQ e adotada pela Resolução nº 28/2009, estabelece diretivas para a descrição no Brasil, compatíveis com normas internacionais como ISAD(G) e ISAAR(CPF). Embora voltada preferencialmente ao arquivo permanente, pode ser aplicada também às fases corrente e intermediária.
A NOBRADE incorpora áreas como identificação, contextualização, conteúdo e estrutura, condições de acesso e uso, fontes relacionadas, notas, controle da descrição e pontos de acesso. Uma cobrança comum é dizer que a NOBRADE é incompatível com ISAD(G). Errado. Ela é construída em compatibilidade com a tradição internacional.
Alerta do Examinador
NOBRADE não é tabela de temporalidade. Ela é norma de descrição. Tabela de temporalidade pertence ao eixo avaliação/destinação. A banca adora trocar instrumento.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.5 Quem produziu, manteve ou acumulou
A ISAAR(CPF) orienta registros de autoridade arquivística para entidades coletivas, pessoas e famílias. Ela permite padronizar nomes, biografias, história administrativa, funções, relações e formas autorizadas de identificação. Isso é crucial quando um produtor muda de nome, tem sucessões administrativas ou possui relações complexas.
O erro de prova é achar que autoridade arquivística descreve o documento em si. Não. Ela descreve o produtor ou entidade relacionada. Depois, a descrição documental se relaciona a essa autoridade. Assim, o usuário entende não apenas o que é o documento, mas quem o produziu e em que contexto.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.6 A função como chave de contexto
A ISDF é a Norma Internacional para Descrição de Funções. Ela fornece diretivas para preparar descrições de funções de entidades associadas à produção e manutenção de arquivos. Em editais recentes, o Cebraspe cobrou exatamente essa distinção: ISDF descreve funções; ISAD(G) descreve documentos; ISAAR(CPF) descreve autoridade.
Função arquivística, aqui, não é a mesma coisa que função técnica do arquivista. É atividade ou competência desempenhada por entidade produtora. Descrever funções ajuda a compreender por que determinado documento foi produzido e como se relaciona com outros documentos e órgãos.
Dica do Raffinha
Uma forma rápida de não cair: ISAD = documento; ISAAR = autoridade; ISDF = função. Três siglas, três objetos diferentes.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.7 Vias de acesso ao acervo
Instrumentos de pesquisa são meios que permitem ao usuário localizar, compreender e acessar documentos. Incluem guia, inventário, catálogo, repertório, índice e base de dados descritiva. A diferença central está no nível de abrangência e detalhamento.
Em geral, o guia é mais amplo e genérico, apresentando fundos e serviços de uma instituição. O inventário descreve conjuntos em nível intermediário, como séries. O catálogo tende a ser mais específico, muitas vezes em nível de item ou dossiê. A banca já inverteu isso em prova: dizer que guia é o mais específico e catálogo o mais genérico é errado.
| Instrumento | Nível típico | Finalidade |
|---|---|---|
| Guia | Mais geral | Apresentar instituição, fundos, serviços e orientação de acesso. |
| Inventário | Intermediário | Descrever fundos ou séries com organização sistemática. |
| Catálogo | Mais específico | Descrever dossiês ou itens selecionados com maior detalhe. |
| Índice | Ponto de acesso | Remeter nomes, assuntos, lugares ou termos às descrições. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044.8 Arquivo também comunica
Difusão é o conjunto de ações voltadas a divulgar acervos, serviços, pesquisas, exposições, materiais institucionais, atividades culturais e educativas. Arquivo estatal não é cofre silencioso. Ele deve possibilitar acesso, promover memória, fortalecer cidadania e apoiar controle social.
Ação educativa em arquivo pode incluir oficinas, visitas orientadas, materiais didáticos, exposições, projetos com escolas, formação de usuários e mediação cultural. Mas nada disso autoriza mexer no arranjo por moda pedagógica. Difusão boa respeita preservação, descrição, contexto e legislação de acesso.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055 Três termos, três lógicas
Preservação é o conjunto amplo de políticas e medidas para garantir acesso e integridade no longo prazo. Conservação envolve ações preventivas e corretivas para estabilizar documentos e reduzir deterioração. Restauração é intervenção direta, mais invasiva, destinada a recuperar documento danificado, devendo ser excepcional, documentada e tecnicamente orientada.
A preferência moderna é pela conservação preventiva: controle ambiental, manuseio, acondicionamento, higienização, segurança, prevenção contra incêndio, controle de pragas e monitoramento. Restauração é cara, limitada e arriscada. A melhor restauração é aquela que a política preventiva tornou desnecessária.
| Termo | Escopo | Exemplo |
|---|---|---|
| Preservação | Política ampla de longo prazo. | Plano institucional de preservação. |
| Conservação preventiva | Redução de riscos antes do dano. | Controle de temperatura, umidade e luz. |
| Restauração | Intervenção direta em dano existente. | Reintegração ou estabilização técnica de suporte. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.1 O inimigo mora no ambiente
Documentos analógicos sofrem com temperatura, umidade, luz, poluentes, poeira, fungos, insetos, roedores, manuseio inadequado, materiais ácidos, água, fogo e vandalismo. Papel ácido, clipes metálicos, elásticos, pastas ruins e caixas inadequadas aceleram degradação.
Conservação preventiva trabalha com estabilidade. Variações bruscas de temperatura e umidade são tão problemáticas quanto valores extremos. Luz, especialmente ultravioleta, causa dano cumulativo. Água e incêndio exigem plano de emergência. Segurança física protege contra furto e acesso indevido.
Alerta do Examinador
Higienização não é lavagem improvisada. Manuseio técnico, equipamento adequado e avaliação do suporte são essenciais. A prova pune solução caseira com nome bonito.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.2 Caixa também é política
Acondicionamento é a proteção direta dos documentos em pastas, envelopes, caixas, jaquetas, tubos ou outros invólucros apropriados. Armazenamento é a guarda em mobiliário e ambiente adequados. Bons materiais devem ser estáveis, compatíveis com o suporte e, quando aplicável, livres de acidez.
A ordem física deve dialogar com classificação, arranjo e localização. Um arquivo pode ter ótimo plano de classificação e ainda fracassar se a localização não for controlada. No digital, o equivalente aparece em arquitetura de armazenamento, redundância, cópias de segurança, controle de acesso e preservação de metadados.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.3 Tecnologia antiga que ainda cai
Microfilmagem é processo técnico de reprodução de documentos em microformas, com base em meios fotográficos. No Brasil, a Lei nº 5.433/1968 e o Decreto nº 1.799/1996 são referências tradicionais do tema. A microfilmagem pode ter valor legal quando observados requisitos normativos, mas não deve ser confundida com digitalização.
A banca gosta de dizer que microfilmagem usa meios eletrônicos digitais. Cuidado. Microfilme é suporte analógico fotográfico. Também gosta de misturar microfilmagem e OCR. Reconhecimento óptico de caracteres pode compor fluxo de digitalização, mas não define microfilmagem.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Microfilme pesquisável por OCR é frase com perfume tecnológico e fundamento torto. OCR trabalha sobre imagem digitalizada. Microfilme é outra lógica de reprodução e preservação.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.4 Digitalizar não é arquivar
Digitalização é processo de conversão de documento físico em representante digital. O Decreto nº 10.278/2020 estabelece técnica e requisitos para digitalização de documentos públicos ou privados para que os digitalizados produzam os mesmos efeitos legais dos originais, quando observadas as condições aplicáveis.
O decreto exige integridade, confiabilidade, rastreabilidade, auditabilidade, qualidade de imagem, legibilidade, confidencialidade quando cabível e interoperabilidade. Para documentos destinados à comprovação perante pessoa jurídica de direito público interno, há exigência de assinatura digital com certificação ICP-Brasil e padrões técnicos mínimos.
Alerta do Examinador
Documento digitalizado não é documento nato-digital. Digitalizado nasce de suporte físico. Nato-digital nasce originalmente em ambiente digital. A distinção cai muito.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.5 Reconhecimento de caracteres
OCR é reconhecimento óptico de caracteres, usado para converter imagem de texto em texto pesquisável. ICR, quando mencionado, refere-se ao reconhecimento inteligente de caracteres, com maior capacidade de lidar com variações, inclusive manuscritos em certos contextos. A prova pode dizer que OCR é a captura da imagem. Não é. Captura é digitalização; OCR é etapa posterior de reconhecimento.
Qualidade arquivística exige resolução adequada, formato apropriado, metadados, conferência, controle de qualidade, preservação do representante digital e vínculo com o original ou cadeia de custódia. Um PDF pesquisável ruim, sem metadados e sem trilha, pode ser prático, mas não necessariamente é arquivisticamente confiável.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.6 Bits também precisam de arquivo
Documento digital é informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por sistema computacional. Documento arquivístico digital é documento digital reconhecido e tratado como documento arquivístico, produzido ou recebido no curso de atividade prática e retido para ação ou referência.
Documento nato-digital é produzido originalmente em formato digital. Documento digitalizado é representante digital resultante da digitalização do físico, associado a metadados. A diferença importa para autenticidade, valor legal, preservação e cadeia de custódia.
| Categoria | Origem | Exemplo |
|---|---|---|
| Nato-digital | Nasce digital. | Processo eletrônico criado no sistema. |
| Digitalizado | Nasce físico e vira representante digital. | Contrato em papel escaneado com metadados. |
| Digital não arquivístico | Registro digital sem vínculo arquivístico. | Imagem avulsa sem relação com atividade. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.7 Software não é tudo igual
GED, Gestão Eletrônica de Documentos, costuma focar captura, armazenamento, busca e fluxo eletrônico de documentos. SIGAD, Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos, precisa apoiar gestão arquivística com requisitos de produção, captura, classificação, tramitação, avaliação, temporalidade, destinação, preservação, segurança, metadados e controle de acesso.
Todo SIGAD lida com documentos eletrônicos ou digitais, mas nem todo GED é SIGAD. Essa diferença é uma das mais cobradas em arquivos digitais. Um sistema que só digitaliza, armazena e busca PDFs não cumpre, por si só, requisitos arquivísticos.
Dica do Raffinha
GED pergunta: onde está o arquivo? SIGAD pergunta também: de onde veio, que função cumpre, quem mexeu, qual prazo, qual destinação, como preservar e quem pode acessar.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.8 Modelo de requisitos
O e-ARQ Brasil é o Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos. A versão 2 foi aprovada pela Resolução CONARQ nº 50/2022. Ele especifica atividades e operações técnicas da gestão arquivística desde produção, tramitação, utilização e arquivamento até destinação final.
O e-ARQ não é software. É modelo de requisitos. Ele orienta desenvolvimento, aquisição, avaliação e implantação de sistemas que precisam garantir confiabilidade, autenticidade, acesso, preservação, segurança e gestão ao longo do ciclo de vida. Em prova, alternativa que chama e-ARQ de repositório ou de programa de digitalização está errada.
Alerta do Examinador
e-ARQ = requisitos para SIGAD. RDC-Arq = repositório confiável para preservação. OAIS = modelo de referência para sistema aberto de arquivamento de informação. Não misture as caixas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.9 O que o sistema precisa fazer
Um SIGAD aderente à gestão arquivística deve controlar plano de classificação, captura, registro, metadados, tramitação, versões quando aplicável, restrições de acesso, armazenamento, pesquisa, avaliação, temporalidade, destinação, preservação, auditoria e segurança. A função não é só guardar arquivos em pasta.
Metadados são essenciais para classificar, descrever, gerenciar e preservar documentos. Trilhas de auditoria registram ações realizadas, usuários, datas e eventos. Controle de acesso aplica permissões conforme competência, sigilo e proteção de dados. Cópias de segurança não substituem preservação digital, mas integram segurança operacional.
| Requisito | Por que importa | Risco se faltar |
|---|---|---|
| Metadados | Identificam contexto, gestão e preservação. | Documento vira arquivo solto. |
| Trilha de auditoria | Registra ações e responsabilidades. | Perda de rastreabilidade. |
| Temporalidade | Aplica prazos e destinação. | Guarda infinita ou eliminação irregular. |
| Controle de acesso | Protege sigilo e dados pessoais. | Transparência irregular ou segredo indevido. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.10 Preservar bits e significado
Preservação digital é o conjunto de políticas, estratégias e ações para manter documentos digitais acessíveis, autênticos, íntegros e compreensíveis pelo tempo necessário. O desafio não é apenas guardar bits. É manter capacidade de interpretação, metadados, contexto, formatos, cadeia de custódia e confiança.
Estratégias incluem migração, normalização de formatos, emulação em certos contextos, verificação de fixidade, redundância geográfica, cópias controladas, documentação técnica, plano de preservação, monitoramento de obsolescência e repositórios confiáveis. Backup sozinho não é preservação digital. Ele recupera desastre operacional; não garante autenticidade e acesso por décadas.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Alternativa que diz basta manter cópia em nuvem para preservar documento digital está vendendo guarda como se fosse preservação. A nuvem pode ser peça do plano, não o plano inteiro.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.11 Modelo de referência
OAIS, Open Archival Information System, é modelo de referência para sistemas de arquivamento voltados à preservação de informação no longo prazo. Ele trabalha com pacotes de informação: SIP, AIP e DIP. O produtor envia o SIP; o repositório preserva o AIP; o usuário recebe o DIP.
Em prova, OAIS aparece junto de preservação digital e RDC-Arq. Ele não é software específico, nem norma brasileira de descrição, nem tabela de temporalidade. É modelo conceitual que ajuda a estruturar ingestão, armazenamento, gestão de dados, administração, planejamento de preservação e acesso.
| Pacote | Nome | Função |
|---|---|---|
| SIP | Submission Information Package | Pacote submetido pelo produtor ao repositório. |
| AIP | Archival Information Package | Pacote preservado pelo repositório. |
| DIP | Dissemination Information Package | Pacote entregue ao usuário para acesso. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.12 Repositório arquivístico digital confiável
RDC-Arq é repositório arquivístico digital confiável. O CONARQ publicou diretrizes para sua implementação, com versão 2 aprovada pela Resolução nº 51/2023. O objetivo é orientar órgãos e entidades quanto a parâmetros e requisitos para garantir autenticidade, confidencialidade, disponibilidade, acesso e preservação de documentos arquivísticos digitais por longos períodos ou permanentemente.
Não confunda RDC-Arq com SIGAD. O SIGAD gerencia documentos nas fases corrente e intermediária, com requisitos de gestão. O RDC-Arq é voltado à preservação confiável, inclusive permanente. Eles podem se integrar, mas não são a mesma coisa.
Alerta do Examinador
A banca ama a frase o SIGAD substitui o RDC-Arq. Não compre. Gestão e preservação confiável precisam conversar, mas possuem funções distintas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.13 Ferramentas que viraram item de prova
AtoM é ferramenta de descrição e difusão arquivística, alinhada a normas como ISAD(G), ISAAR(CPF), ISDF e ISDIAH. Archivematica é ferramenta voltada à preservação digital, com fluxos de ingestão, normalização, pacotes e integração com repositórios. Ambas são conhecidas por uso em ecossistemas de código aberto.
Em prova recente, apareceu afirmação de que AtoM e Archivematica seriam ferramentas de código fechado. A assertiva é falsa. O ponto não é decorar marca; é entender finalidade: AtoM ajuda descrição/acesso; Archivematica ajuda preservação digital.
| Ferramenta | Finalidade típica | Não confundir com |
|---|---|---|
| AtoM | Descrição arquivística e acesso web. | Sistema de gestão corrente completo. |
| Archivematica | Preservação digital e pacotes de preservação. | Portal de transparência ou protocolo. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055.14 Autoria e integridade no digital
Assinatura digital baseada em certificado ICP-Brasil usa criptografia assimétrica para garantir autoria, integridade e não repúdio dentro dos limites técnicos e jurídicos aplicáveis. Criptografia simétrica usa a mesma chave para cifrar e decifrar; assimétrica usa par de chaves, pública e privada.
Certificação digital não dispensa gestão arquivística. Um documento assinado digitalmente ainda precisa de classificação, metadados, temporalidade, preservação, controle de acesso e cadeia de custódia. Assinatura prova certos aspectos de autoria e integridade, mas não substitui contexto arquivístico.
Dica do Fuffu
Assinatura digital é lacre importante. Mas arquivo não é só lacre. É também contexto, prazo, função, acesso e preservação.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066 Política nacional de arquivos
A Lei nº 8.159/1991 dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. Ela afirma que é dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivo, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação.
A lei também define arquivos públicos, arquivos privados, gestão de documentos, acesso, preservação e a atuação do CONARQ. Para concursos, os artigos mais importantes são os iniciais, a definição de arquivos, gestão documental, arquivos públicos, arquivos privados de interesse público e social e a lógica de acesso, lembrando que partes sobre sigilo foram impactadas pela LAI.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.1 Produzidos e recebidos pelo Estado
Arquivos públicos são conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal, em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. Também alcançam documentos de entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos, no que se relaciona a essa função.
A banca pode afirmar que documentos decorrentes de funções legislativas ou judiciárias não são arquivos públicos. Errado. A Lei de Arquivos abrange funções administrativas, legislativas e judiciárias. Também pode tentar excluir sociedades de economia mista de todo regime público, mas é preciso olhar a natureza do documento e a função pública exercida.
Alerta do Examinador
A natureza pública do arquivo não depende só do prédio onde ele está. Depende do produtor, da função exercida e da vinculação com atividade pública.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.2 Privado, mas protegido
Arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social quando considerados conjuntos de fontes relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional. A Lei nº 8.159/1991 prevê proteção especial, restrições à alienação com dispersão ou perda da unidade documental e preferência do Poder Público na aquisição.
O acesso a documentos de arquivos privados identificados como de interesse público e social pode depender de autorização do proprietário ou possuidor, conforme a lei. Então, cuidado: interesse público e social não transforma automaticamente todo arquivo privado em acesso irrestrito.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.3 Sistema e órgão normativo
O Decreto nº 4.073/2002 regulamenta a Lei nº 8.159/1991 e trata do CONARQ e do SINAR. O CONARQ tem finalidade de definir a política nacional de arquivos públicos e privados e exercer orientação normativa sobre gestão documental e proteção especial aos documentos de arquivo.
O SINAR busca integrar arquivos públicos e privados de interesse público, promovendo gestão, preservação e acesso. Em prova, a banca pode dizer que o CONARQ executa diretamente toda gestão documental de todos os órgãos. Não é isso. Ele define diretrizes, orienta e normatiza; a execução cotidiana cabe às instituições competentes.
| Entidade | Função | Como cai |
|---|---|---|
| CONARQ | Define política nacional e orientação normativa. | Resoluções, diretrizes e modelos. |
| SINAR | Sistema Nacional de Arquivos. | Integração sistêmica e diretrizes. |
| Arquivo Nacional | Instituição arquivística federal e órgão central em contextos específicos. | Instrumentos, orientação técnica e gestão federal. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.4 Gestão de documentos no Executivo federal
O Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos da administração pública federal, SIGA, organiza a gestão documental no âmbito federal. O Decreto nº 10.148/2019 fortalece a coordenação do sistema, suas comissões e subcomissões, além de disciplinar papéis relacionados à avaliação documental.
Para prova, o importante é não misturar SINAR e SIGA. SINAR é sistema nacional mais amplo ligado à política nacional de arquivos. SIGA é sistema de gestão de documentos e arquivos da administração pública federal. Os nomes são parecidos, mas o âmbito é diferente.
Dica do Fuffu
SINAR tem N de nacional. SIGA tem cara de gestão federal cotidiana. Esse macete não substitui estudo, mas evita tropeço bobo.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.5 CF, arts. 5º, 37 e 216
A Constituição Federal sustenta a Arquivologia pública em três eixos: o art. 5º, XXXIII, assegura acesso a informações de interesse particular, coletivo ou geral, ressalvadas hipóteses de sigilo; o art. 37, § 3º, II, trata do acesso dos usuários a registros administrativos e informações sobre atos de governo; e o art. 216, § 2º, impõe à administração pública a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta.
Esse trio explica por que arquivo público é tema de cidadania. Gestão documental ruim viola transparência, controle social, memória e direitos individuais. Não basta ter documento. É preciso produzir, gerir, preservar e dar acesso de modo juridicamente adequado.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.6 Transparência ativa e passiva
A Lei nº 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação, regula o acesso previsto na Constituição. Ela trabalha com diretrizes como publicidade como preceito geral, sigilo como exceção, divulgação de informações de interesse público independentemente de solicitação, cultura de transparência e controle social da administração.
Transparência ativa é a divulgação espontânea de informações de interesse coletivo ou geral. Transparência passiva é a resposta a pedidos formulados pelo cidadão. O pedido de acesso, em regra, não exige motivação. O órgão deve orientar, responder e justificar eventual negativa.
| Tipo | Como funciona | Exemplo |
|---|---|---|
| Ativa | Administração divulga sem provocação. | Portal da transparência, contratos, despesas, estrutura. |
| Passiva | Cidadão solicita informação. | Pedido via SIC ou plataforma equivalente. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.7 Acesso não é abertura total
A LAI prevê restrições de acesso. Há informações cujo sigilo decorre de legislação específica, informações pessoais e informações classificadas por risco à segurança da sociedade ou do Estado. A classificação de sigilo deve observar procedimento formal, autoridade competente, grau e prazo.
O Decreto nº 7.845/2012 regulamenta procedimentos para credenciamento de segurança e tratamento de informação classificada em qualquer grau de sigilo no âmbito federal. Em prova, aparece junto de ultrassecreto, secreto, reservado, controle de acesso e documentos classificados.
Alerta do Examinador
Publicidade é regra, mas não é autorização para expor dado pessoal sensível, informação classificada ou segredo protegido por lei. Transparência séria sabe abrir e sabe proteger.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.8 Precedentes que ajudam em prova
No STF, SS 3.902 AgR, a Corte admitiu a divulgação, em sítio eletrônico oficial, de informações funcionais de servidores públicos, inclusive remuneração, prestigiando direito à informação e publicidade administrativa, sem reconhecer violação indevida à intimidade no caso. Esse precedente é útil para questões sobre transparência remuneratória.
No STJ, RMS 67.965/MG, julgado em 3/6/2025, a Primeira Turma entendeu que a negativa de acesso a informações de livro de portaria de unidade prisional, classificado como sigiloso, não violou direito líquido e certo, diante de fundamentação ligada à segurança. O ponto é o equilíbrio: acesso é regra, mas sigilo fundamentado e legalmente previsto pode prevalecer.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Esses precedentes mostram a tensão real da matéria: transparência não é vitrine irresponsável, e sigilo não é cortina para esconder administração. A decisão boa justifica, proporcionaliza e respeita a lei.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.9 Proteção de dados também é rotina arquivística
A LGPD, Lei nº 13.709/2018, regula o tratamento de dados pessoais, inclusive em meios físicos e digitais. Tratamento inclui coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, controle, modificação, comunicação, transferência, difusão e extração. Perceba a conversa direta com arquivo.
No setor público, o tratamento deve atender finalidade pública, interesse público e competências legais, com divulgação clara das hipóteses de tratamento quando aplicável. A Emenda Constitucional nº 115/2022 incluiu a proteção de dados pessoais no art. 5º, LXXIX, da Constituição. O STF, na ADI 6.387, já havia reconhecido a proteção de dados e a autodeterminação informativa como dimensão fundamental.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.10 Não transforme uma lei em inimiga da outra
LAI e LGPD não são rivais. A LAI promove acesso e transparência; a LGPD protege dados pessoais e disciplina tratamento. O trabalho arquivístico precisa compatibilizar as duas. Informação pública pode conter dado pessoal. Nesse caso, o acesso pode exigir anonimização, restrição parcial, tarjamento, fundamentação ou ponderação.
O erro de prova é absoluto: com a LGPD, informações públicas não podem ser divulgadas ou por causa da LAI, todo dado pessoal em documento público é aberto. As duas frases estão erradas. O correto é compatibilizar publicidade, finalidade, necessidade, segurança, transparência, proteção de dados e hipóteses legais.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Quando a alternativa parecer uma briga de torcida entre LAI e LGPD, desconfie. No mundo real, o arquivista precisa fazer as duas leis conversarem sem gritar.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.11 Mais cuidado, não invisibilidade automática
Dados pessoais sensíveis envolvem origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou organização religiosa, filosófica ou política, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico vinculado a pessoa natural. Em acervos públicos, especialmente saúde, pessoal, segurança, assistência social e educação, esses dados aparecem com frequência.
Proteção de dado sensível não significa destruir ou ocultar acervo. Significa aplicar base legal, finalidade, necessidade, controle de acesso, prazos, segurança, anonimização quando cabível e regras de acesso. Arquivos permanentes também podem conter dados pessoais; o acesso precisa ser administrado com critérios jurídicos e técnicos.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066.12 Grau, autoridade e prazo
Informação classificada por grau de sigilo exige fundamento legal, autoridade competente, motivação e prazo. Na LAI, a classificação relaciona-se a risco à segurança da sociedade ou do Estado. Não se classifica informação como sigilosa só porque causa desconforto político ou trabalho administrativo.
A gestão arquivística precisa registrar classificação, prazo, reavaliação, acesso autorizado e desclassificação. Sigilo também tem ciclo de vida. Documento sigiloso continua sendo documento de arquivo, sujeito a classificação arquivística, temporalidade e preservação, com restrição de acesso enquanto cabível.
Alerta do Examinador
Sigilo não suspende gestão documental. Ele restringe acesso. O documento ainda precisa ser gerido, preservado e avaliado conforme normas.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077 Arquivologia em uma página
Teoria
- Arquivo é conjunto orgânico
- Documento nasce da atividade
- Proveniência e fundos
Gestão
- Produção, tramitação e uso
- Classificação e protocolo
- Avaliação e temporalidade
Permanente
- Arranjo por fundo
- Descrição multinível
- Instrumentos de pesquisa
Preservação
- Conservação preventiva
- Restauração excepcional
- Plano de emergência
Digital
- SIGAD e e-ARQ
- RDC-Arq e OAIS
- Metadados e auditoria
Direito
- Lei nº 8.159/1991
- LAI e sigilo
- LGPD e dados pessoais
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077.1 Dez trocas que a banca ama
| Se a alternativa trocar... | Corrija mentalmente |
|---|---|
| Arquivo por coleção | Arquivo é orgânico; coleção é reunião artificial. |
| Proveniência por assunto | Fundo respeita produtor, não tema. |
| Transferência por recolhimento | Transferência vai ao intermediário; recolhimento vai ao permanente. |
| Classificação arquivística por sigilo | Uma organiza função; outra restringe acesso. |
| NOBRADE por temporalidade | NOBRADE descreve; tabela avalia e destina. |
| ISDF por documento | ISDF descreve funções. |
| GED por SIGAD | GED pode armazenar; SIGAD gerencia arquivisticamente. |
| Backup por preservação digital | Backup é segurança; preservação é política de longo prazo. |
| Digitalização por eliminação automática | Original depende de regra, valor e requisitos legais. |
| LAI por acesso irrestrito | Publicidade é regra, sigilo e dados pessoais exigem cuidado. |
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077.2 O que revisar antes da prova
Na véspera, não tente reler tudo como romance. Revise conceitos que a banca troca. Faça uma lista curta: arquivo x coleção; documento x documento arquivístico; proveniência; ordem original; três idades; valor primário/secundário; gestão documental legal; protocolo; classificação; avaliação; tabela; transferência; recolhimento; eliminação; NOBRADE; ISAD(G); ISAAR(CPF); ISDF; preservação; digitalização; SIGAD; e-ARQ; RDC-Arq; LAI; LGPD.
Depois, resolva itens certo/errado mudando uma palavra. Se a frase continuar verdadeira, você entendeu. Se mudar tudo, achou a palavra nuclear. Arquivologia é muito isso: uma palavra troca o instituto inteiro.
Dica do Fuffu
Faça revisão por pares de termos: transferência/recolhimento, conservação/restauração, GED/SIGAD, ISAD/ISAAR/ISDF, LAI/LGPD. Par bem treinado evita erro barato.
Referências e editais
Esta aula foi construída com base em editais recentes, legislação vigente, normas oficiais e doutrina arquivística consolidada. Quando a jurisprudência específica não era necessária, a prioridade foi norma técnica e legislação arquivística.
Editais e provas recentes
- FGV - CPRM 2025: área Arquivologia, com teoria, gestão, protocolo, classificação, temporalidade, descrição, preservação, e-ARQ, RDC-Arq, LAI, LGPD e CONARQ.
- Cebraspe - PF 2025: Arquivologia em conhecimentos específicos, com princípios, legislação, normas, sistemas, gestão, protocolo, funções e acesso.
- Cebraspe - STM 2025: tecnologia aplicada, microfilmagem, digitalização, documento digitalizado, arquivos digitais e ferramentas.
- Cebraspe - TCE 2025: conceitos, três idades, instrumentos de pesquisa, ISAD(G), ISDF, política pública de arquivo e legislação.
Normas e legislação
- Lei nº 8.159/1991: política nacional de arquivos públicos e privados.
- Decreto nº 4.073/2002: CONARQ e SINAR.
- Decreto nº 10.148/2019: SIGA, CPAD, subcomissões e CONARQ.
- Lei nº 12.527/2011 e Decreto nº 7.724/2012: acesso à informação.
- Decreto nº 7.845/2012: tratamento de informação classificada.
- Lei nº 13.709/2018: LGPD.
- Decreto nº 10.278/2020: digitalização de documentos públicos ou privados.
- CONARQ: NOBRADE, DIBRATE, e-ARQ Brasil v2, diretrizes RDC-Arq v2 e materiais técnicos.
Doutrina e jurisprudência
- Schellenberg, Jenkinson, Duranti, Terry Cook, Bellotto, Marilena Leite Paes, José Maria Jardim, Rosely Curi Rondinelli, Daniel Flores e Ana Célia Rodrigues.
- STF, SS 3.902 AgR: publicidade de informações funcionais e remuneração de servidores.
- STF, ADI 6.387: proteção de dados pessoais e autodeterminação informativa.
- STJ, RMS 67.965/MG: LAI, livro de portaria de unidade prisional e restrição fundamentada por segurança.
Questões comentadas
Todas as questões abaixo são geradas para treino, por isso não recebem banca nem ano. O comentário segue a voz do Prof. Affonsinho e reforça a tese que a banca costuma cobrar.
Questão 01 · Comentada
Enunciado. O princípio arquivístico segundo o qual documentos de uma mesma origem não devem ser misturados aos de outro produtor é denominado:
- A) pertinência temática.
- B) proveniência.
- C) exaustividade.
- D) unicidade bibliográfica.
- E) indexação coordenada.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
A questão pede o sobrenome arquivístico do documento.
- A errada: pertinência temática organizaria por assunto, lógica típica de coleção, não de fundo.
- B CORRETA: proveniência preserva documentos de um mesmo produtor sem mistura com outros.
- C errada: exaustividade não é o princípio pedido.
- D errada: expressão sem correspondência técnica para o caso.
- E errada: indexação é mecanismo de recuperação, não princípio de arranjo por origem.
Tese central: Respeito à proveniência protege o contexto de produção do fundo documental.
Questão 02 · Comentada
Enunciado. No ciclo vital dos documentos, a passagem de documentos do arquivo corrente para o arquivo intermediário denomina-se:
- A) recolhimento.
- B) eliminação.
- C) transferência.
- D) difusão.
- E) arranjo.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Aqui a banca quer o nome do deslocamento entre idades.
- A errada: recolhimento leva ao arquivo permanente.
- B errada: eliminação destrói documentos após avaliação e autorização.
- C CORRETA: transferência é passagem do corrente ao intermediário.
- D errada: difusão divulga acervo e serviços.
- E errada: arranjo organiza arquivo permanente.
Tese central: Transferência não é recolhimento: intermediário e permanente têm funções distintas.
Questão 03 · Comentada
Enunciado. A tabela de temporalidade e destinação de documentos tem por finalidade principal:
- A) definir prazos de guarda e destinação final dos documentos.
- B) descrever fundos de arquivo permanente em padrão multinível.
- C) estabelecer a biografia de produtores documentais.
- D) substituir o protocolo de recebimento e expedição.
- E) criar índices temáticos para biblioteca.
Gabarito: A
Prof. Affonsinho comenta
Tabela de temporalidade pertence ao eixo avaliação.
- A CORRETA: ela fixa prazos nas fases e destinação, como eliminação ou guarda permanente.
- B errada: isso se aproxima de descrição, NOBRADE e instrumentos de pesquisa.
- C errada: registros de autoridade são tratados por ISAAR(CPF).
- D errada: protocolo continua necessário.
- E errada: índice temático é instrumento de recuperação, não temporalidade.
Tese central: Tabela de temporalidade operacionaliza avaliação documental.
Questão 04 · Comentada
Enunciado. A ISDF é norma internacional voltada principalmente à descrição de:
- A) documentos arquivísticos.
- B) funções.
- C) livros raros.
- D) objetos museológicos.
- E) tabelas de temporalidade.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Essa é a tríade das normas internacionais.
- A errada: documentos arquivísticos são objeto da ISAD(G).
- B CORRETA: ISDF descreve funções associadas à produção e manutenção de arquivos.
- C errada: não é norma bibliográfica.
- D errada: não trata de museologia.
- E errada: temporalidade pertence à avaliação documental.
Tese central: ISAD(G) descreve documentos, ISAAR(CPF) autoridades e ISDF funções.
Questão 05 · Comentada
Enunciado. Assinale a afirmação correta sobre GED e SIGAD.
- A) Todo GED é, automaticamente, SIGAD.
- B) SIGAD dispensa classificação e temporalidade.
- C) SIGAD deve atender requisitos de gestão arquivística, como classificação, metadados, avaliação e destinação.
- D) GED e RDC-Arq são sinônimos.
- E) SIGAD é instrumento exclusivo de arquivo permanente.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
A questão cobra a diferença entre armazenar e gerir arquivisticamente.
- A errada: GED pode não cumprir requisitos arquivísticos.
- B errada: classificação e temporalidade são centrais.
- C CORRETA: SIGAD precisa apoiar a gestão arquivística ao longo do ciclo de vida.
- D errada: RDC-Arq é repositório confiável de preservação.
- E errada: SIGAD atua especialmente na gestão corrente e intermediária.
Tese central: SIGAD é sistema com requisitos arquivísticos, não simples armário digital.
Questão 06 · Comentada
Enunciado. Documento digitalizado é, tecnicamente, o documento que:
- A) nasceu originalmente em sistema digital.
- B) resulta da digitalização de documento físico, associado a metadados.
- C) não precisa de controle de integridade.
- D) sempre autoriza eliminação imediata do original.
- E) é sinônimo de microfilme.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
A distinção entre nato-digital e digitalizado cai muito.
- A errada: isso descreve documento nato-digital.
- B CORRETA: digitalizado é representante digital do físico, com metadados.
- C errada: integridade é requisito essencial.
- D errada: eliminação depende de requisitos legais e avaliação.
- E errada: microfilme é reprodução analógica fotográfica.
Tese central: Digitalização muda o suporte de acesso, mas não elimina a necessidade de requisitos arquivísticos.
Questão 07 · Comentada
Enunciado. O e-ARQ Brasil, versão 2, aprovado pela Resolução CONARQ nº 50/2022, é:
- A) um software oficial obrigatório para todos os órgãos.
- B) uma norma de descrição arquivística permanente.
- C) um modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos.
- D) uma tabela de temporalidade de atividades-meio.
- E) um repositório digital confiável específico.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
A sigla aponta para requisitos, não para programa instalado.
- A errada: não é software.
- B errada: descrição é eixo da NOBRADE e normas correlatas.
- C CORRETA: é modelo de requisitos para SIGAD.
- D errada: temporalidade é outro instrumento.
- E errada: RDC-Arq trata de repositório confiável.
Tese central: e-ARQ orienta requisitos de gestão arquivística em sistemas.
Questão 08 · Comentada
Enunciado. A LAI estabelece como diretriz a publicidade como preceito geral e o sigilo como exceção. Isso significa que:
- A) todo documento público deve ser divulgado integralmente.
- B) o acesso é regra, mas pode haver restrição legal, informação pessoal ou informação classificada.
- C) a LGPD revogou o direito de acesso à informação.
- D) o interessado sempre precisa justificar o pedido de acesso.
- E) documentos sigilosos deixam de ser documentos arquivísticos.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Transparência e proteção precisam ser compatibilizadas.
- A errada: há restrições legais possíveis.
- B CORRETA: a regra é acesso, com exceções fundamentadas.
- C errada: LGPD não revoga LAI; as normas conversam.
- D errada: em regra, pedido de acesso não exige motivação.
- E errada: sigilo restringe acesso, não muda natureza arquivística.
Tese central: Publicidade é regra, mas a restrição legalmente fundamentada preserva segurança e dados pessoais.
Questão 09 · Comentada
Enunciado. Segundo a lógica arquivística, backup de documentos digitais:
- A) é suficiente, sozinho, para garantir preservação digital de longo prazo.
- B) é medida de segurança operacional, mas não substitui política de preservação digital.
- C) elimina a necessidade de metadados.
- D) substitui RDC-Arq.
- E) é incompatível com cadeia de custódia.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Backup é importante, mas é só uma peça.
- A errada: preservação exige mais que cópia.
- B CORRETA: backup ajuda recuperação, mas não garante autenticidade, contexto e acesso no longo prazo.
- C errada: metadados são essenciais.
- D errada: RDC-Arq é repositório confiável com requisitos próprios.
- E errada: pode integrar plano de segurança com controle adequado.
Tese central: Preservação digital exige política, metadados, integridade, formatos, repositório e gestão contínua.
Questão 10 · Comentada
Enunciado. Assinale a alternativa correta sobre NOBRADE.
- A) É norma brasileira de descrição arquivística compatível com normas internacionais como ISAD(G) e ISAAR(CPF).
- B) É norma de microfilmagem de documentos públicos.
- C) É modelo de requisitos para SIGAD.
- D) É instrumento exclusivo de eliminação documental.
- E) É sistema de protocolo eletrônico obrigatório.
Gabarito: A
Prof. Affonsinho comenta
NOBRADE mora no eixo da descrição.
- A CORRETA: a norma brasileira padroniza descrição e dialoga com normas internacionais.
- B errada: microfilmagem tem legislação própria.
- C errada: modelo de requisitos para SIGAD é o e-ARQ.
- D errada: eliminação decorre de avaliação e temporalidade.
- E errada: NOBRADE não é sistema de protocolo.
Tese central: NOBRADE = descrição arquivística brasileira, não gestão de temporalidade nem software.
você fechou
Arquivologia
agora o documento não é mais papel perdido: é prova com contexto, prazo, acesso e memória.



